
A geração 32/64 bits, tendo como representantes o Sega Saturn, Nintendo 64 e Play Station One, consagrou PSONE como vencedor. Devo dizer que esta não é minha geração favorita, na verdade acho o pior período para jogos se comprada a dos 8 e 16 bits. Mãããssssss como o PS1 se consagrou, sempre existem preciosidades a serem escavadas, e aqui estão elas:
10 – Resident Evil:

Resident Evil é um jogo da Capcom que seguiu um caminho não muito comum da empresa: vamos pegar uma idéia de uma outra empresa e tentar deixar mais interessante. Assim, copiando o estilo do Alone in The Dark, o estilo Horror Survivor tornou-se POP com um roteiro sobre uma organização sombria com o nome de Guarda-chuva(?!?!) criando um vírus que faz as pessoas e animais virarem zumbis. O primeiro jogo, favorito da maioria, tem uma das piores aberturas já feitas pra um jogo, capaz de matar qualquer um de rir com tanta cenas e atuações TRASH. Ainda assim é muito lembrado pelos puzzles e desafios. No 2º, apesar de zumbis e monstros trash continuarem, era mais centralizado na ação do roteiro. Já o terceiro tenta por um equilíbrio entre os dois jogos, enquanto tapa alguns buracos no roteiro. Daí em diante Resident saiu pra tudo quanto é console e babilhões de versões.
09 – Metal Gear Solid:

Hideo Kojima estava a 8 anos sem trabalhar com Solid Snake e seu combate contra Metal Gears, e o velho herói foi trazido de volta no jogo mais cinematográfico do PS1. A geração que começou a jogar no PS1, provavelmente não conhecia a aventura anterior para MSX2, mas para os mais velhos e curiosos este jogo não surpreendeu tanto por copiar quase todas as armadilhas do jogo antigo. De novidade mesmo foi colocar o jogo em 3d, além da melhoria na jogabilidade. Aumentou também o nível de drama no texto, muitas vezes chegando ao exagero, mas acho que a maioria aprova os exageros TRASH do Metal Gear. Há um personagem que vale a pena relembrar chamado Psycho MAntis que era um telepata que lia seu memory card e comentava sobre alguns jogos da Konami que estivessem gravados nele como Castlevania. O mesmo personagem perdia seus poderes se fosse enfrentado usando-se o 2º joystick. O jogo ganhou um remake para Game Cube e mais continuações nos Play Station 2 e 3.
08 – Megaman:

Nesta geração Megaman teve altos e baixos, mas felizmente os altos foram mais marcantes. A começar pela série clássica no seu oitavo jogo, onde dessa vez tinham vozes e cenas de anime, agradou a uns e desagradou a outros. Já a série X apareceu em 4 jogos, X3 adaptado do Super Nes, ganhou cenas de anime, mas também muito LOAD TIME. X4 é considerado por alguns o melhor momento da série, pela primeira vez o roteiro não é só uma desculpa para passar as fases, trazia duas tramas completamente diferentes pra Megaman X e Zero. Aqui Zero deixa o personagem título quase como coadjuvante pois sua trama era muito mais envolvente e chamativa, falando sobre o passado sombrio do personagem que um dia chegou a ser um vilão. X5 serviu apenas como complemento da série e X6 é odiado por alguns (como eu por exemplo), mas há quem simpatize com este sexto episódio.
07 – Final Fantasy:

Vocês podem perguntar porque eu não coloco a geração PS1 no topo ou quase no topo desse top… O fato é que não acho a trilogia do PS1 tão legal quanto foi no Snes. FF7 e 8, além de uma grande campanha de marketing para aumentar o consumo de RPG no mundo, o que influenciou toda a geração PS1, trazia visual cinematográfico e um apelo mais popular com personagens mais cheios de poses e metidos a bad boys, mas também meio boiolas, afim de chamar atenção também do público feminino. Ambos os episódios traziam também universos estranhos para o tema Final Fantasy, onde quase tudo se centralizava em maquinaria pesada, ficando um jogo irreconhecível para quem esperava algo semelhante as origens dos jogos de NES, porém a diferenças consideráveis de FF7 para FF8. Em FF7, apesar do universo, as batalhas eram semelhantes a de FF6, com alguns leves toques de Chrono Trigger. Já FF8 trazia uma batalha um tanto quanto diferente de todos os jogos da série, o que dividiu os fãs. Uma diferença bastante marcante em FF8 foram os personagens que ficaram realistas, pois de FF7 pra baixo eram estilo anime, com corpos pequenos (SDS). Fechando a trilogia, foi lançado FF9, que foi o único dos 3 que se inspira nos jogos originais da série, inclusive tem um Black Mage em seu grupo como nos títulos de 8 bits. Porém FF9 não trouxe nenhuma novidade para série, sendo mais um jogo para fãs. Também é considerável a grande diminuição da dificuldade do jogo. Espero que entendam que considero esta terceira trilogia de FF jogos divertidos e importantes para geração PS1, mas quis mostrar nesta descrição o porque de não estarem no topo da lista e porque considero a segunda trilogia a melhor da série.
06 – Parasite Eve:

Enquanto todos só falavam de Resident Evil, eu só ficava no Parasite Eve e suas mitocôndrias assassinas. Ambos os jogos são horror TRASH, mas essa também é a única semelhança entre eles. Estranhamente chamado de Cinematic RPG, Parasite tenta criar um RPG de horror urbano, com o roteiro se passando em locais reais, e apesar do estilo realista, os rostos dos personagens são estilo anime. A batalha, bastante interessante, misturando estilo tradicional de RPG com ação, apesar de já usado em Tales of Phantasia, aqui funciona de forma diferente por ser em 3d. Ouve uma continuação ainda para PS1, mas este lembrava os survivor horror estilo Resident, por isso, prefiro a aventura de Aya Brea e seu festival de auto-combustões na primeira versão.
05 – Suikoden:

Usando gráficos de 16 bits, Suikoden surpreende com uma batalha dinâmica e um roteiro muito bem trabalhado para o seu exagerado número de personagens que passam de 100, tanto na primeira como na segunda versão. E ainda é possível enviar o elenco do primeiro jogo para o segundo, tendo um save do primeiro no memory card, somando mais de 200 personagens no segundo jogo, que algumas pessoas consideram o melhor RPG para PS1.
04 – Bust a Move (Groove):

Foi nesta geração que jogos musicais como o pioneiro Dance Dance Revolution e Pump it Up começaram a surgir, dando início aos jogos musicais. Enquanto Dance Dance e Pump tentam simular em seus tapetes controles passos de danças reais, Bust a Move é mais um desafio de sincronia para suas mãos do que uma simulação de dança, e considero o mais divertido jogo para PS1. O grande diferencial foi trazer para o estilo de dança algo que os jogos de luta tinham: personagens carismáticos, cada um com sua missão pessoal. E assim foi feito um elenco inesquecível, e bizarro ao mesmo tempo como a heroína Kitty N, o rapper Strike, o esquentado Heat, o gordão HAM, o imitador do João Travolta Hiro, a loli Shorty, a erótica Kelly, os aliens Capoera, o robô gigante ROBOZ e o baitolão final Pander.
03 – Castlevania:

Série tradicional, 2d no seu melhor estilo, labirintos intrigantes, um personagem popular, trilha sonora perfeita… tudo isso é Castlevania Synphony of the Night, então porque não subir mais posições para esta versão? Bem, apesar de tudo isso ser verdade, há duas coisinhas sobre Castlevania SON que ainda me incomodam – é o mais fácil jogo da série e o fato do segundo castelo ser o mesmo primeiro castelo de ponta cabeça. Foi em SON que o estilo tradicional do jogo se misturou ao estilo que até então ninguém tinha ousado tentar copiar, a do lendário Metroid da Nintendo, o que acabou apelidado mundialmente de estilo Metroidvania. Em alguns momentos fica até descarado a imitação, mas Castlevania tem aquele jeitão da série que conquista o público, e é das séries antigas a que mais tem fôlego nos dias de hoje. Ainda no PS1, foi lançado um remake de um desconhecido jogo da série que havia sido lançado para um computador japonês. Trata-se de uma variação do Castlevania 1, apesar de não ter o desafio a altura do 1, é um jogo com uma dificuldade considerável e vale a pena jogar.
02 – Valkyrie Profile:

Se fosse considerar os estilo, gráficos, elenco e roteiro do jogo Valkyrie Profile estaria no topo dessa lista. O que me impediu de levá-lo ao topo foi apenas um fato: como boas idéias dentro do jogo não são aproveitadas. Colocando isso de forma explícita é o seguinte – todos os personagens do jogo, sem exceção, são ótimos, carismáticos e com tramas maravilhosas. O problema fica por conta do objetivo da personagem principal, a igualmente maravilhosa Valquíria Lenneth. Ela deve montar seu exército formado por guerreiros mortos, ou seja ela vai surgir no dilema pessoal de todo o elenco. O que acontece é que depois você conhece a trama de um personagem e quer saber como ele vai acabar, você não vai saber… ao fazer parte do exército da Valquíria, eles não tem mais opções pessoais – ou lutam ao lado dela, ou vão servir Odin, e se caso resolva seguir Odin você não poderá mais usá-lo durante o jogo. As histórias deles são tão boas que é como se vários RPGs tivessem sido iniciados ao mesmo tempo, porém nunca terão seus roteiros desenvolvidos ;( . Bem superando esse drama, Valkyrie Profile é uma experiência de jogo inesquecível, um dos melhores sistemas de batalhas já criados, simples e bem feito ao mesmo tempo, onde todos podem atacar juntos, fazendo combos gigantescos. Ganhou um remake para PSP e continuações para PS2 e DS.
01 – Chrono Cross:

O jogo tem detalhes impressionantes para o fraco hardware do PS1. Repare nos tendões da Kid e os efeitos de sombra.
Algumas controvérsias neste título. Apesar de ter referências, músicas e ligações com Chrono Trigger, Cross não é uma continuação. Segundo o diretor, seria muita responsabilidade e quase impossível fazer algo tão bom que mereça o título de Chrono Trigger II, então para tirar esta responsabilidade imensa, foi criado uma trama dentro do mesmo universo, se passando num continente não explorado daquele mundo e sobre um outro personagem. De fato Cross não é e nem tentou ser comparável a Trigger, mas trás qualidades o suficiente para estar no topo da minha lista. É o jogo com gráficos em 3d mais bem explorado do PS1, tem uma trilha sonora inesquecível e muitas coisa a se explorar. A trama agora trata de viagens dimensionais ao invés das viagens no tempo do anterior, e a batalha trás elementos novos bastante inteligentes. Há mais de 40 personagens a serem adicionados no grupo, mas apesar disso, somente 7 ou 8 tem alguma grande importância no roteiro, sendo portanto os outros servindo apenas como complemento das sub quests do jogo.
Sentiu faltas desses?!








Bem, comparado ao que foi fazer o TOP do Mega, Snes e Nes, fazer o de GBA foi mais tranquilo pois é um sistema com bons títulos, mas não com tantos como foram os anteriores mencionados ou seu sucessor DS (e olha que o DS ainda tá trabalhando a todo vapor, quando ele se aposentar nem quero imaginar a difilculdade que vai ser fazer uma seleção de 10 séries). O Game Boy nasceu em preto e branco e com 8 bits em 89, foi upgradeado 9 anos depois com o Game Boy Color, ainda com 8 bits, mas em cores, porém a qualidade dos jogos diminuiu. Com a chegada da versão Advanced, os 8 bits passaram a 32, porém lembrava mais a época dos 16 bits. Os jogos voltaram a ter um bom padrão como era na geração preto e branco. Versões alternativas do console foram lançadas como Game Boy Advanced SP e Micro. Desta lista, 6 são RPGS, ficando claro qual o forte deste console. Aqui vai meu TOP de GBA:
09 – Mother 3: Pra vocês o que é mais difícil? Fazer um produto para adultos, ou fazer um produto bem trabalhado para crianças que acabe cativando o público adulto (Assim como são os filmes da Pixar)? Muitos jogos populares atuais, dirigidos ao público adulto, que são erronea idiota e retardadamente chamados de “Hardcore” são muito mais simples do que parecem. Vamos imaginar: “um clima sombrio, sangue e assassinatos sem nenhum bom motivo, mais tiro do que história, uma dificuldade de fácil a mediana e enrrole o jogo com missões extras sem pé nem cabeça pra demorar mais a terminar. Essas são algumas regras que alguns jogos recentes sem graça seguem pra ter garantia de sucesso. A série Mother é um grande sucesso no Japão, mas nunca teve grande destaque no ocidente. Criada para Nes, migrou para Snes e teve seu nome ocidental batizado de Earthbound. A terceira versão no GBA, talvez a melhor da série, nunca saiu oficialmente do Japão, mas uma tradução feita por um grupo de fãs foi campeã de download. Resta saber se a aventura do garoto psiônico Lucas vai um dia chegar oficialmente as lojas, ou ficará apenas entre os fãs de Smash Bros. ou de jogos mais underground. Os gráficos são simples, é infantil, mas é muito inteligente.

06 – Megaman: A esta altura do campeonato já existiam várias séries com vários MEga Mans diferentes. Além do clássico e do X, já haviam aparecido Dash, EXE e por fim, Zero. Enquanto a série X vivia um momento de críticas negativas(muitas com fundamento) por conta dos episódios X5, X6 e X7, o GBA lançava a série Zero que seria o futuro do futuro, ou seja o futuro da série X. A garota Ciel, tentando melhorar o que um dia foi MEgaman X, acabou modificando demais o coitado e ele se tornou tão obsecado por justiça que enlouqueceu. Durante uma missão encontrou os resto de Zero e seu Cyber-elf consegue traze-lo de volta a vida. E agora o vilão é o… Megaman?! Com situações novas e um sistema mais interessante, a serie Zero acabou ofuscando os últimos jogos da série X, voltando a ganhar algum destaque apenas com o lançamento do X8. Megaman Zero gerou 4 jogos, todos para GBA.
05 – Legend of Zelda Minish CaP: Com a popularização do jogo Ocarina of Time para Nintendo 64, a imagem do Link adulto ficou marcada, mas esta fugia da idéia original de Shigeru Miyamoto. O GBA e o Game Cube ganharam versões de Zelda que fazem Link voltar a ser o que era na primeira versão do Nes: uma criança que deve aprender com as dificuldades para se tornar mais “adulto”. Este belo e divertida versão de Zelda para GBA, trás momentos de nostalgia pois lembra o clássico Link to the Past, mas tem uma grande influência dos jogos 3d de Zelda como Ocarina e Wind Waker, apesar de ficar claro as características próprias desta versão como os poderes especiais do chapéu vivo de Link , capaz de fazê-lo mudar de tamanho(Chapolim?!?!).
04 – Golden Sun: Camelot, conhecida por jogos de esportes da Nintendo como Mario GOlf e Tennis e Hots Shots Golf no Play Station, lançou de surpresa o jogo que considero o melhor desta lista. Golden Sun gerou duas versões para GBA e a terceira já está chegando no DS. QUem jogou sabe que esta série tem em sua inspiração a era de ouro dos RPGs de 16 bits, e que tem um roteiro muito bem trabalhado e sem dar muitas voltas que é o que realmente interessa.
03 – Metroid: Eles demoraram a lançar Metroid de novo, mas quando veio foi de uma vez 4 jogos, 2 em 3d e 2 em 2d. Esta série lendária nascida no Nes tinha destaque pela sua alta dificuldade e labirintos muito complexos para um jogo dos anos 80, mas a popularização ocorreu com o terceiro jogo no Super Nes. Os dois jogos em 3d “Metroid Prime” lançados para o Cube foram bem reebidos por uns e bombardeados por outros por se tratar de um jogo de tiro em 1ª pessoa com características da série, e posteriormente ganahria o 3º e último episódio para Wii. Os fãs que esperavam uma continuação do que era a série em Super Metroid tiveram que recorrer ao GBA e foram muito bem recompensados com Metroid Fusion. A caçadora espacial Samus além de fazer tudo que fazia no jogo anterior, ganhou novos movimentos, um roteiro ainda mais sombrio e novidades para série como o sistema da roupa parasita que vai mudar de acordo com a cor. Pouco tempo o GBA ganharia Metroid Zero, que era uma total reformulação (assim como Sword of Mana) do jogo original, onde adicionaram mais áreas para vasculhar, mais chefes e inimigos, um mapa popup, já que o original você tinha que desenhar o mapa num papel. A dificuldade foi moderada também, o que pode não agradar aos que querem um desafio a altura do original.
01 – Castlevania: Mas não adianta a inteligência e originalidade do Wario Ware, porque o que o tradicionalismo desta série que já tem quase 25 anos me prende mais ainda. Foram 3 versões para GBA Circle of the Moon, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow. O segundo, Harmony of Dissonance, tem seus momentos, mas é um tanto confuso e muitas vezes parece faltar investimento. Circle of the Moon foi, lançado primeiro, foi um investimento de baixo orçamento, a própria Konami não esperava muito, mas surpreeendeu a todos, devido ao interessante sistema de poderes por combinação de cartas deixadas por alguns inimigos, e o desafio um pouco maior do que o apresentado no jogo anterior(Synphony of the Night para Psone e Sega Saturn). Percebendo onde deveriam investir, na terceira versão, Aria of Sorrow, o time que fez de Synphony estava completo, o que gerou um dos melhores jogos da série. Diferente da maioria dos jogos da série, Aria se passa em 2035 no Japão, quando um estudante estrangeiro Soma Cruz e sua amiga Mina Hakuba são tragados pelo eclipse lunar para dentro do misterioso castelo, ao lado de um certo colega chamado Genya Arikado(alucard disfarçado). Enquanto exploram os horrores tradicionais deste castelo, vão descobrir o que aconteceu com Drácula e os descendentes do clã Belmont. Além da costumeira belíssima trilha sonora da serie, este trazia uma novidade que era um sistema de roubo de almas. Seu personagem poderia usar os poderes dos inimigos como MEgaman, mas não apenas dos chefes de fase: do morceguinho mais fraco ao demônio mais poderoso, todos podem te dar poderes, fazendo com que você tenha um bom motivo para passar algumas horas trocando almas por cabo de Link ou passando pela mesma fase várias vezes afim de completar sua coleção. Ganhou uma continuação direta no Nintendo DS, chamado Dawn of Sorrow.



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