Donkey Kong – O Video-game Evoluíu do Macaco…

3 02 2009

A frase acima pode parecer apenas uma piadinha, mas vale como fato. O caro leitor pode estar se perguntando, “Como, meu amigo blogueiro, você pode estar falando tamanha besteira?!?! Um programa eletrônico não pode evoluir de um mamífero pulguento!!!” Acalme-se e escute o ensinamento do mestre Daniel-san, Vamos acompanhar nossa primeira resenha, pois a partir dela será compreendido o pensamento acima. Vamos voltar as salas de arcade de 1981…

titulo

Título: Donkey Kong
Lançamento: 1981
Empresa: Nintendo
Para: Arcade
Conversões: Atari 2600, Nes, Collecovision, CP400(famoso quem)…(etc etc etc, até no Nintendo 64 tem esse jogo secreto no Donkey Kong Country 64)

Momento Revoltex – Falar de Donkey Kong é como falar de como a Nintendo começou seu plano para dominar o planeta. Não, vou falar sério mesmo agora. Com toda certeza, quem começou a jogar nesses Play Stations e 64s não vai ter a mínima idéia da importância desse jogo pra industria dos games e porque o Shigeru Miyamoto é um nome tão lembrado e adorado por tantos. Uma coisa que me revolta é que mais ou menos com o sucesso da geração de video-games da era 32/64 bits surgiram rivalidades idiotas. Não que não houvessem antes, sempre houveram desde da época de Nes e Master System, que foi quando pela primeira vez eu escutei discussões como: “o meu é melhor porque tem o Mario”, “o meu é melhor porque tem o Alex Kidd”. Mas nessa época não tinham babaquices do tipo: “Me recuso a jogar porque é da nintendo”, ou ainda “Me recuso a financiar a Sony”. Parece até coisa daqueles comunistas babacas de universidade. (VOMITA) Porra, se tem um jogo que te agrada tu não vai jogar nem elogiar porque é esse ou daquele sistema?! Que se explodam vocês. Desde as origens procurei jogar todos os sistemas, sempre levando em conta a minha preferência no sistema que tem maioria de jogos interessantes pra mim. O que é pior é que babacas desse tipo desprezam a importancia do trabalho desses caras – Miyamoto por exemplo – que por ser um sinônimo de Nintendo, quem é um Sonista cego começa a desprezar. Estudando o passo inicial dele que no caso foi o Donkey Kong, e principalmente os dois seguintes Super Mario Bros. e Legend of Zelda, encontramos toda a influência e reflexo pra boa parte do que temos hoje. Mas hoje quero falar do Miyamoto antes da fama falemos de Donkey Kong.

Nintendo Begins – Antes de se dedicar apenas aos jogos eletrônicos, a Nintendo era uma empresa comparável a nossa Brinquedos Estrela. Eles faziam joguinhos de mesa, baralhos, brinquedinhos de plástico… Começaram nos jogos sendo os distribuidores do Odyssey no Japão e criando seus arcades. O primeiro sucesso no Japão se chamou Radar Scope um joguinho vindo na cola de um sucesso de 1978 da Taito – Space Invaders. O presidente da Nintendo na época Hiroshi Yamaushi então envia seu genro Minoru Arakawa para os Estados Unidos e assim fundou a Nintendo of America, levando consigo na bagagem os planos pra emplacar Radar Scope fora do Japão. Mas aí… FUUUUUUUUUUUUUUUUUCK! Os americanos desprezaram o Radar Scope e o Arakawa tinha encomendado 3.000 máquinas. Pra completar todos os desings de games da Nintendo estavam ocupados no momento em outros projetos. Imaginem o pensamento dele neste momento “MALDITOS YANKES! VOU PERDER MEU CASAMENTO POR CAUSA DE UM ARCADE!!!!” Arakawa lembrou de um artista chamado Miyamoto que ele conhecera, e implorou pra que salvase sua pele(e seu casamento imagino eu). O problema é que Miyamoto não entendia porcaria nenhuma de jogos e programação, e tinha um certo desprezo por tecnologia. O iniciante Miyamoto começava então a visitar salas de arcade e entrevistar jogadores pra saber o que estaria faltando pra que um jogo surgisse e que não fosse só mais um jogo. Pra entender o que Miyamoto percebeu é preciso que saibam como era a situação dos jogos até aquele momento 

Sr. Miyamoto e seus filhinhos

Sr. Miyamoto e seus filhinhos

Alguns dos maiores sucesso em games até ali eram jogos como PONG, CENTIPEDE, SPACE INVADERS, PACMAN… o que eles todos tem em comum? 1º Os graficos são formas geometricas e pontinhos, onde você deve usar sua imaginação pra definir a situação dos personagens e o mais importante, são jogos que não falam sobre nada, há inicio, meio mas não há fim, o jogo acaba quando você perder todas vidas, pois as fases passam a se repetir infinitamente cada vez mais dificil. Então ele decidiu que iria fazer que o videogame tivesse algo semelhante a livros e filmes – uma historia – o começo, o meio e o fim, pois desde de o inicio o que ele queria era fazer um tipo de arte, por isso ele tinha essa antipatia pelo mercado eletrônico. Desde de a sua infância Miyamoto gostava de criar historias de fantasia e assim seria o seu game. Inspirado/chupinhando o filme clássico King Kong, mas usando um estilo mais engraçadinho, Miyamoto desenha um pequeno mangá entitulado Donkey Kong, não com o objetivo de lançar a revistinha, mas para os programadores adaptarem ao jogo.

O roteiro era simples: Um homem(The Jump Man) e sua namorada estavam felizes juntos, quando um macaco gigante foge duma jaula de um circo/zoo, vê a garota e cativado pela beleza da moça, a captura e leva para o mais alto prédio local, ainda em contrução. Cabe ao seu homem pulador alcançar os andares por onde o gorila leva a namorada. No caminho sua única arma são martelos para quebrar os barrís que o gorila encontrou no prédio e os arremessa o tempo inteiro contra o herói. Ao final o homem joga o gorila do prédio matando-o (palavras do Miyamoto, num documentario da Discovery ele afirmava que originalmente o Donkey Kong morria) e vive feliz pra sempre com sua garota.

É assim que nasce um jogo

É assim que nasce um jogo

Pra completar, como não podiam encomendar novas placas de arcade e o Radar Scope estava lá encostado, fizeram o jogo em cima da placa do Scope e ficou direitinho. Então o próprio Miyamoto criou umas musiquinhas bonitinhas pra serem usadas(ele até hoje toca baixo e violão) algumas bem marcantes como a da abertura que  mais de 10 anos depois foi reutilizada numa nova versão do Donkey Kong para Super Nes.  Pra ver se valia a pena lançar essas máquinas colocaram num barzinho dos Estados Unidos e pra surpresa de todos a máquina não parou de funcionar um só segundo. Foi o 1º grande passo da carreira de Shigeru Miyamoto, e também um passo importante para o que estava por vir pra Nintendo e toda industria dos games.

Então crianças, entenderam porque o game evoluíu do macaco?

Analisando o jogo: Depois da aulinha acima só nos resta analisar o Donkey Kong. Graficamente ele foi na época a 1ª vez que foi visto um personagem humano que realmente parecia um desenho de um humano, pois antes disso eram só formas geometricas, especialmente quadrados. Jump Man que só em 1984 acabou sendo rebatizado de Mario, era um personagem simples, um baixinho, narigudo, bigodudo de boné e macacão vermelho. Essas características não estavam lá a toa. Numa época onde os graficos eram muito limitados, a baixa estatura serviu pra disfarçar que a tecnologia não permitia um personagem maior, o narigão serviu pra chamar atenção e mostrar que aquilo era um humano, o bigodão foi colocado porque não tinham pixels suficientes pra desenhar a boca e finalmente boné, por ser dificil colocar cabelo naquela época, e cores vermelhas pra ficar chamativo. O prédio São basicamente 3 telas – as subidas diagonais, os elevadores e o topo do prédio onde a historinha acaba. Resumindo estas telas é mais ou menos assim – nas diagonais pule dos barrís e caso queira uns pontinhos a mais pegue o martelão que na minha opinião atrapalha quem quiser apenas salvar a mulher. Na dos elevadores, que é a mais dificil, os pulos pelas plataformas devem ser precisos ou você perde uma vida, é preciso também tapear os fogos inimigos e se posicionar contra os pula pulas arremessados pelo gorila. Nesta tela também surgem itens que valem pontos. Na tela final destrua a estrutura pra derrubar o macaco do topo do predio. Aqui até que o martelo ajuda pois os fogos são maiores e podem acabar te cercando. Claro que como é típico da época depois que tudo acaba recomeça com uma dificuldade maior, mas pelo menos antes de recomeçar, neste passa a conclusão com o Jump Man e sua namorada in love e o macaco espatifado.

 

Famosas diagonais e Malditos elevadores!

Famosas diagonais e Malditos elevadores!

  Adaptações: De todas as versões, claro que o arcade original é o melhor, pois todas as versões adaptadas são sofríveis, até para época deles. Na verdade a versão do NES tem seu mérito por ser uma boa representação do jogo, porém a dificuldade é muito menor(muito mesmo), e cortaram a animação do gorila fugindo. Vale lembrar a versão do Atari 2600 que ficou bastante conhecida por aqui, mas é uma versão cretina de ruim, o barulho do Donkey de atari tem programa de TV brega que até hoje usa. As outras lamentáveis adaptações nem valem a pena comentar.

 

No nes até que dá pro gasto

No nes até que dá pro gasto

 

Já no Colleco...

Já no Colleco...

Famosa mas ordinária versão de Atari 2600

Famosa mas ordinária versão de Atari 2600

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Ações

Information

9 responses

3 02 2009
César

Sempre gostei do Donkey Kong ❤

3 02 2009
marcelo

realmente a versao do atari era meio nojentinha =p

mas po, pac man tinha historia! vc eh obviamente um cara tomando remedios pra conter fantasias psicoticas com os fantasmas do seu passado =p

3 02 2009
Bruno

Fizeram no LittleBigPlanet uma fase inspirada neste game clássico e por incrivel que pareça ficou fiel ao ponto de assustar

3 02 2009
-Asuka-

ei mah, tu tirou essas informações da wikipédia, foi?
parecendo o professor pardal dos video games…hehehhe
foi brinkadeira….XD
ei adorei mesmo…e adorei o video tb…KKKK!!
bjos

3 02 2009
Kássia

Vc tem uns comentários gigantes mto sem noção XD!
auishiauhsiuas quando quiser me lembrar de informações sobre jogos enterrados pelo tempo, pergunto tudo a ti o.o

3 02 2009
Alandria

Prêmio logo de cara por escolher o 9-Volt como anfitrião!

Essa coisa de “ista” costumava ser mais saudável. Eu sempre fui “nintendista”, mas sempre adorei jogar Sonic e outras pérolas de Mega Drive na casa dos primos. Agora é muita frescurada, pessoal sonysta não encosta em Nintendo como se fosse urtiga, parece que vão ser xingados na rua porque “jogam game infantil e casual”. E os Nintendistas de hoje em dia ficam se estapeando porque a Sony isso e aquilo. PUTZ, se saísse um game que eu morro de vontade de jogar no PS3, eu ia muitíssimo querer ter um! (embora ter a grana sejam outros quinhentos… XD)

E eu tenho medo do DK da versão Atari! O_o E o Mario ali parece… sabe aquele treco-que-parece-um-escorpião que anda embaixo do cenário de Pitfall? XD

5 02 2009
Jáder, O Pitoresco

“Me recuso a jogar porque é da nintendo”, ou ainda “Me recuso a financiar a Sony”

Olha, não vou dizer que este tipo de discussão jamais fosse movida por rivalidades idiotas. Mas depois da era 16bits, outra questão entrou na decisão de compra e, consequentemente, nas discussõs entre gamers: a relação custo-benefício. A lição que esperava-se que os então novatos nintendistas deveriam ter aprendido, na época em que o SNES bateu o Mega-Drive em vendas, é que não dá pra comprar um console só porque acha tal empresa bacana. Assim como o SNES foi a melhor compra em sua época, o Nintendo 64 foi a pior compra em sua época, assim como o Gamecube. É fato. Nintendistas que me perdoem.

E verdade seja dita: quem mais alimenta essas rivalidades são aqueles que fizeram a pior compra. Nos games isso é uma verdadeira praga. Se o dono de um Fiat Palio fizesse piada com quem comprou um Ford Fiesta, este teria que aguentar calado já sabendo que fez uma pessima escolha. Mas infelizmente esse bom senso não existe entre os gamers. Sempre tem aqueles que compram um console porque acham tal empresa mais legalzinha e insistem em por lenha na fogueira das discussões fanáticas e idiotas.

5 02 2009
Raphael Belmont

Nada mal pra uma primeira matéria, teve até making of! Que venham as próximas!

7 03 2009
Azrael_I

Pow, faltou o melhor vídeo de Donkey Kong:

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