Donkey Kong Country – O Fenix em forma de macaco.

16 02 2009

Título: Donkey Kong Country
Lançamento: 1994
Empresa: Nintendo / Rare
Para: Super Nintendo
Conversões: Game Boy Color, Game Boy Advanced

“Se eu soubesse que ele seria o personagem principal um dia, jamais daria o nome de Donkey Kong.” Shigeru Miyamoto

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Momento Seu Luís

Diferente da SEGA, a Nintendo não deixa títulos que um dia tiveram fama jogado as traças. A era dos 16 bits foi a disputa mais apertada jamais vista até hoje na historia dos games. Dois fatos foram relevantes pra Nintendo garantir essa geração como vitoriosa: a revolução gráfica e técnica, e a vacilada da Sega(chamada Sega Saturn). O ano de 1994 foi estremamente importante pra Nintendo. Era um momento que o mercado viva num tédio grande, onde as vendas não eram boas como nos tempos do 8 bits e inicio de 16. Jogos ruins nessa época era um convite um prejuízo enorme. Felizmente, por parte da Nintendo, vários títulos marcantes apareceram nesse ano: os cults Super Punch Out e Demon’s Crest e os grandes sucessos Final Fantasy 6, Super Metroid e finalmente a maior revolução gráfica veio com o título que abordaremos hoje: Donkey Kong country.

Fase que o Indiana Jones não aprova

Fase que o Indiana Jones não aprova

Tirar o macacão da tumba que não aparecia já a mais de 10 anos(sem contar as participações em jogos como Super Mario Bros.3 e Super Mario Kart),  teria que ter um verdadeiro bom motivo. E a Nintendo resolveu dar essa chance a RARE, famosa pelos impressionantes gráficos de Batletoads no NES. Os produtores foram a safaris observar gorilas de perto pra observar as reações e captar tudo pra o joguinho. Já as técnicas gráficas foram simulados em computadores animações de objetos feitos a partir de objetos de plásticos e de massa de modelar. Alguém lembra de algo parecido na época? O filme Toy Story da Pixar. E o resultado é esse jogo que impressiona e convence até hoje. Muitos são bons mas poucos conseguem ser tão marcantes.

Imitando o Madruga

Imitando o Madruga

Kong em família: No geral pouca coisa sobrou do Donkey original nesta versão. As únicas coisas são referencias na abertura como a musiquinha e o cenário do original, o fato de Donkey Kong atirar barrís e os barrís de oléo onde sai fogo.

Neste o Donkey de gravatinha é neto do Donkey original que aqui aparece com uns 80 anos com uma barba gigantesca e o apelido de Cranky. Com ele moram sua namorada Candy, o primo vagabundo Funky e a segunda estrela do jogo Diddy, o melhor amigo do Donkey. O Donkey neto proteje a floresta do grupo de crocodilos teroristas chamados Kremilins, liderados pelo Capitão K.Roll. Então eles atacam no ponto fraco do Donkey  – Sua coleção de bananas(e elas não se estragam?!?!), numa noite onde Diddy tinha ficado de sentinela, foi fácil pros grandalhões dominá-lo e levar as bananas. E agora começa busca de Donkey pelas bananas. Ei ninguém disse que a diversão está no roteiro!!!

Jogando: Bem, a parte de jogo não revolucionou tanto como o impacto gráfico. No geral lembra os jogos do Mario, porém você joga com dois personagens, podendo trocar a qualquer momento e a jogabilidade é mais rápida que nos jogos do Mario. Seus ataques são o tradicional pulinho na cabeça, o giro. O Donkey tambem pode bater no chão, porém o Diddy pode dar uma flutuadinha com seu giro, o que as vezes é essencial pra pegar alguns itens e passagens. De itens bananas(adivinha o que acontece quando junta-se 100) e as vidas que variam a quantidade de acordo com a cor. E se o Mario tem o Yoshi, os Kongs podem usar outros bichos – o rinoceronte que chifra inimigos e quebra paredes ocas, o peixe espada pra te ajudar a nadar e atacar na água, o avestruz pra voar um pouquinho e o sapão pra pular mais alto. Os mundos no geral são ambientes naturais realistas, mas há algumas fases também como fábricas e até um navio. São muitas fases, as vezes você pode sentir que é meio cansativo, mas quando cansar basta recorrer a Candy pra salvar.

Cheio de segredinhosssss

Cheio de segredinhosssss

Fase inesquecivel ivel

Fase inesquecivel ivel

Outra característica inesquecivel desse jogo é a trilha sonora que elevou os mids de snes a sua qualidade máxima. É praticamente uma orquestra, aposto que todo mundo sabe decorado a música das fases de água. Festival de Segredos: O que não falta nesse jogo são passagens secretas e itens escondidos. Desde de Super Marios Bros.3 não apareciam tantos segredos num só jogo. Pra fechar o jogo com 100% é preciso achar todos os bonus stages secretos. Eu disse 100%? Na verdade o contador do jogos chega a 101%. Deve-se ficar atento pois uma certa fase há um bonus escondido dentro de um bonus escondido, que graças a ele eu demorei muito pra fechar com 101%.

Conclusão: Há jogos e jogos. Quando um jogo não sofre com a ação do tempo e não é classificado por não ter um roteiro complexo, é porque é simplesmente uma produção baseada na qualidade do que mais importa: diversão.

Mais uma impossivel de esquecer

Mais uma impossivel de esquecer

Adaptações: Infelizmente as adaptações não fazem juz ao original. Uma pra Game Boy Color, não merecia nem existir. Já o GBA podia se ter feito um trabalho melhor. Há mais detalhes que no Super Nes pelos cenários, como por exemplo na primeira fase você verá lagartos e outras criaturinhas menores pelos cenários. Mas em compensação a resolução ficou nitidamente pior, as cores esquisitas e alguns efeitos sonoros estão mudados sem nenhum bom motivo pra isso. De extras interessantes há uma cutscene no inicio, figuras pra colecionar, bonus com a família kong(pescaria do Funky e Dança da Candy) e o velho Kong vem sempre no final das fases te dar um conselho.

Donkey Kong comendo um Klap Trap

Donkey Kong comendo um Klap Trap

 

Não tem nada haver com DK, mas na versão de GBA tem uma cena parecida com essa do Double Dragon 3

Não tem nada haver com DK, mas na versão de GBA tem uma cena parecida com essa do Double Dragon 3

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Ações

Information

8 responses

16 02 2009
César

Donkey Kong é simplesmente o melhor!
Meu personagem da Nintendo preferido disparado! : D
Queria tanto ter jogado ele no próprio Super Nintendo… Oh vida…

(depois do Wario, calaro. hehee)

17 02 2009
Ash2099

jogo master classico!
bons tempos de passar a tarde na locadora

17 02 2009
locke

definitivamente, o marco gráfico da era 16 bit, acho q tanto na minha opinião como na da maioria dos players…
esse jogo é genial e inclusive eu nem sabia q a trilha sonora era midi, eu achava que eram musicas mesmo sem ser sintetizadas.. pq a qualidade delas é mto superior a de todos os outros jogos em midi…
tava pensando sobre os movimentos dos macacos, nunca tinha reparado q são tão reais e talz, baseados em macacos de verdade, essas coisas fazem diferença na hora de dizer q 1 jogo marcou época… acho o gráfico do DK mto melhor q de muitos jogos ATUAIS! “sim, eu disse isso” =]

17 02 2009
Matt

muito bom o comercial!! 😀

19 02 2009
brunocarreirao

“Diferente da SEGA, a Nintendo não deixa títulos que um dia tiveram fama jogado as traças.”

Meio contraditório dizer isso num post sobre DONKEY KONG, não?
aahahha

20 02 2009
9voltclub

Ah não se se vc sabe mas está pra sair um Donkey Kong Jungle Beat…

3 07 2009
165615volts

Rapaz, a versão do GBC ficou PERFEITA pro pequeno portátil. Diversão garantida pra mim, com gráficos em 8-bit muito bem feitos, além dos mini-games legaizinhos. A versão Advance é diferente, realmente ficou abaixo do potencial.

9 08 2009
vinicius

adorodonkey kong, tenho a fita original dele em casae o super nitendo
passo hrs jogando

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