10 motivos para se ter um Game Boy Advanced

20 08 2009
gbaGBA SP

gameboy-microBem, comparado ao que foi fazer o TOP do Mega, Snes e Nes, fazer o de GBA foi mais tranquilo pois é um sistema com bons títulos, mas não com tantos como foram os anteriores mencionados ou seu sucessor DS (e olha que o DS ainda tá trabalhando a todo vapor, quando ele se aposentar nem quero imaginar a difilculdade que vai ser fazer uma seleção de 10 séries). O Game Boy nasceu em preto e branco e com 8 bits em 89, foi upgradeado 9 anos depois com o Game Boy Color, ainda com 8 bits, mas em cores, porém a qualidade dos jogos diminuiu. Com a chegada da versão Advanced, os 8 bits passaram a 32, porém lembrava mais a época dos 16 bits. Os jogos voltaram a ter um bom padrão como era na geração preto e branco. Versões alternativas do console foram lançadas como Game Boy Advanced SP e  Micro. Desta lista, 6 são RPGS, ficando claro qual o forte deste console. Aqui vai meu TOP de GBA:
10 - Mario & Luigi - Superstar Saga

10 – Mario & Luigi Superstar Saga: Só fui terminar esse jogo recentemente. Super Star Saga tenta se inspirar no memorável Super Mario RPG, mas segue um caminho mais simples e cheio de piadinhas infantis, porém engraçadas. No final parece uma mistura do Mario RPG com Paper Mario(N64). No roteiro um novo vilão/vilã chamada Cakleta rouba a voz da Princesa para acordar um estrela sagrada, o resto vocês podem imaginar. O jogo marcou a volta do Luigi ao lado do Mario como protagonista, pois na geração Nintendo 64 ficou restrito a participações especiais, e inclusive durante o jogo eles fazem piadinhas do tipo “Luigi?!QUem é Luigi?!” Dentre os destaque está a volta dos Koopalings na última fase e a trilha sonora de Yoko Shimomura.

09 - Mother 3 (J)09 – Mother 3: Pra vocês o que é mais difícil? Fazer um produto para adultos, ou fazer um produto bem trabalhado para crianças que acabe cativando o público adulto (Assim como são os filmes da Pixar)? Muitos jogos populares atuais, dirigidos ao público adulto, que são erronea idiota e retardadamente chamados de “Hardcore” são muito mais simples do que parecem. Vamos imaginar: “um clima sombrio, sangue e assassinatos sem nenhum bom motivo, mais tiro do que história, uma dificuldade de fácil a mediana e enrrole o jogo com missões extras sem pé nem cabeça pra demorar mais a terminar. Essas são algumas regras que alguns jogos recentes sem graça seguem pra ter garantia de sucesso. A série Mother é um grande sucesso no Japão, mas nunca teve grande destaque no ocidente. Criada para Nes, migrou para Snes e teve seu nome ocidental batizado de Earthbound. A terceira versão no GBA, talvez a melhor da série, nunca saiu oficialmente do Japão, mas uma tradução feita por um grupo de fãs foi campeã de download. Resta saber se a aventura do garoto psiônico Lucas vai um dia chegar oficialmente as lojas, ou ficará apenas entre os fãs de Smash Bros. ou de jogos mais underground. Os gráficos são simples, é infantil, mas é muito inteligente.
08 - Fire Emblem
08 – Fire Emblem: Outra série nascida no Nes que nunca teve grande destaque fora do Japão. Uma série pioneiro no estilo de batalhas de estratégia, sempre seguindo um roteiros típicos de fantasia medieval. Começou a ganhar destaque depois que personagens foram inclusos nos jogos de Smash Bros. No GBA e Game Cube as primeiras versões ocidentais começaram a chegar oficialmente, e mais recentemente no Wii e DS, que relançou o jogo original. Resta saber se haverá interesse por parte da Nintendo de trazer os jogos que ficaram só pelo Japão. Os 2 lançados para GBA por sinal são muito bons, eu pessoalmente gosto mais de Fire Emblem, apesar de achar o F.E. Sacreted Stones mais bonito.
07 - Sword of Mana
07 – Sword of Mana: Este na verdade não é um novo jogo, mas um remake… Na verdade uma reformulação completa do primeiro Mana, que não é o Secret of Mana como muitos pensam, mas sim um jogo lançado originalmente para o Game Boy preto e branco. O roteiro ficou muito mais complexo e cheio de intrigas, o gráfico é similar aos vistos em Seiken Densetsu 3 (Snes), mas dessa vez apenas 2 personagens a escolher. Independente de quem for seu personagem principal, eles vão acabar se encontrando para cumprir juntos a missão de salvar a árvore de Mana. O sistema de batalha também foi todo reformulado, se ficasse um pouco mais próximo ao que era a batalha de Secret of Mana provavelmente este jogo subiria algumas posições neste TOP.

06 - MegaMan Zero 206 – Megaman: A esta altura do campeonato já existiam várias séries com vários MEga Mans diferentes. Além do clássico e do X, já haviam aparecido Dash, EXE e por fim, Zero. Enquanto a série X vivia um momento de críticas negativas(muitas com fundamento) por conta dos episódios X5, X6 e X7, o GBA lançava a série Zero que seria o futuro do futuro, ou seja o futuro da série X. A garota Ciel, tentando melhorar o que um dia foi MEgaman X, acabou modificando demais o coitado e ele se tornou tão obsecado por justiça que enlouqueceu. Durante uma missão encontrou os resto de Zero e seu Cyber-elf consegue traze-lo de volta a vida. E agora o vilão é o… Megaman?! Com situações novas e um sistema mais interessante, a serie Zero acabou ofuscando os últimos jogos da série X, voltando a ganhar algum destaque apenas com o lançamento do X8. Megaman Zero gerou 4 jogos, todos para GBA.

05 - Legend of Zelda_Minish_CaP05 – Legend of Zelda Minish CaP: Com a popularização do jogo Ocarina of Time para Nintendo 64, a imagem do Link adulto ficou marcada, mas esta fugia da idéia original de Shigeru Miyamoto. O GBA e o Game Cube ganharam versões de Zelda que fazem Link voltar a ser o que era na primeira versão do Nes: uma criança que deve aprender com as dificuldades para se tornar mais “adulto”. Este belo e divertida versão de Zelda para GBA, trás momentos de nostalgia pois lembra o clássico Link to the Past, mas tem uma grande influência dos jogos 3d de Zelda como Ocarina e Wind Waker, apesar de ficar claro as características próprias desta versão como os poderes especiais do chapéu vivo de Link , capaz de fazê-lo mudar de tamanho(Chapolim?!?!).

04 - Golden Sun04 – Golden Sun: Camelot, conhecida por jogos de esportes da Nintendo como Mario GOlf e Tennis e Hots Shots Golf no Play Station, lançou de surpresa o jogo que considero o melhor desta lista. Golden Sun gerou duas versões para GBA e a terceira já está chegando no DS. QUem jogou sabe que esta série tem em sua inspiração a era de ouro dos RPGs de 16 bits, e que tem um roteiro muito bem trabalhado e sem dar muitas voltas que é o que realmente interessa.

03 - Metroid Fusion03 – Metroid: Eles demoraram a lançar Metroid de novo, mas quando veio foi de uma vez 4 jogos, 2 em 3d e 2 em 2d. Esta série lendária nascida no Nes tinha destaque pela sua alta dificuldade e labirintos muito complexos para um jogo dos anos 80, mas a popularização ocorreu com o terceiro jogo no Super Nes. Os dois jogos em 3d “Metroid Prime” lançados para o Cube foram bem reebidos por uns e bombardeados por outros por se tratar de um jogo de tiro em 1ª pessoa com características da série, e posteriormente ganahria o 3º e último episódio para Wii. Os fãs que esperavam uma continuação do que era a série em Super Metroid tiveram que recorrer ao GBA e foram muito bem recompensados com Metroid Fusion. A caçadora espacial Samus além de fazer tudo que fazia no jogo anterior, ganhou novos movimentos, um roteiro ainda mais sombrio e novidades para série como o sistema da roupa parasita que vai mudar de acordo com a cor. Pouco tempo o GBA ganharia Metroid Zero, que era uma total reformulação (assim como Sword of Mana) do jogo original, onde adicionaram mais áreas para vasculhar, mais chefes e inimigos, um mapa popup, já que o original você tinha que desenhar o mapa num papel. A dificuldade foi moderada também, o que pode não agradar aos que querem um desafio a altura do original.
02 - Wario Ware
02 – Wario Ware: Não estranhem a foto do Super Mario Bros. 3 acima, isto não é uma foto de Nes que parou por engano aí. Wario apareceu com o seu Wario LAnd na quarta versão do título popularizado no Game Boy de 8 bits. Apesar de ser bem legal, a novidade que mais me chamou atenção do GBA foi mesmo a coleção de minigames nonsense completamente pirados de Wario Ware. Se você me perguntasse a alguns anos atrás, eu diria que esse jogo era só mais um Mario Party, jogo que nunca simpatizei. Sabe como é, Wario -> Mario -> minigame, ganhei antipatia logo de cara, ainda mais depois da primeira testada, vi uns joguinhos tipo segure um pauzinho que cai na tela, pule no momento certo… desisti sem dar uma chance. Certa vez, vi meu irmão jogar uma sequência de minigames feitos em cima de clássicos do Nes como Super Mario Bros, Ice Climber e Legend of Zelda. Voltou meu interesse pro jogo. Acabei descobrindo que o Wario nesse Wario Ware é só uma desculpa pra apresentar vários personagens que acho até mais legal que o Wario como Mona a garota perfeita, Kat e Ana as pequenas ninjas, Dr Crygor o cientista mais burro do mundo e claro, 9-volt o garotinho nerd que é apaixonado por jogos e visuais dos anos 80. Posteriormente nas continuações seriam apresentada a garota demoníaca Ashley(DS) que se inverter o tema cantado dela aparece uma menssagem satânica, mas isso fica pra outra vez… São duas versões para GBA, Wario Ware Mega Micro Games se joga com os botões e a Twisted usando o sensor de movimentos do GBA para girar. Wario Ware é isso: humor nonsense, reação rápida, músicas marcantes (Peguem a música da Kat e Ana do Mega Micro Games, é a melhor!). Deve-se destacar que dos 6 jogos lançados até hoje da série Wario Ware, sempre se muda a forma de jogar.

01 - Castlevania - Circle of Moon01 – Castlevania: Mas não adianta a inteligência e originalidade do Wario Ware, porque o que o tradicionalismo desta série que já tem quase 25 anos me prende mais ainda. Foram 3 versões para GBA Circle of the Moon, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow. O segundo, Harmony of Dissonance, tem seus momentos, mas é um tanto confuso e muitas vezes parece faltar investimento. Circle of the Moon foi, lançado primeiro, foi um investimento de baixo orçamento, a própria Konami não esperava muito, mas surpreeendeu a todos, devido ao interessante sistema de poderes por combinação de cartas deixadas por alguns inimigos, e o desafio um pouco maior do que o apresentado no jogo anterior(Synphony of the Night para Psone e Sega Saturn). Percebendo onde deveriam investir, na terceira versão, Aria of Sorrow, o time que fez de Synphony estava completo, o que gerou um dos melhores jogos da série. Diferente da maioria dos jogos da série, Aria se passa em 2035 no Japão, quando um estudante estrangeiro Soma Cruz e sua amiga Mina Hakuba são tragados pelo eclipse lunar para dentro do misterioso castelo, ao lado de um certo colega chamado Genya Arikado(alucard disfarçado). Enquanto exploram os horrores tradicionais deste castelo, vão descobrir o que aconteceu com Drácula e os descendentes do clã Belmont. Além da costumeira belíssima trilha sonora da serie, este trazia uma novidade que era um sistema de roubo de almas. Seu personagem poderia usar os poderes dos inimigos como MEgaman, mas não apenas dos chefes de fase: do morceguinho mais fraco ao demônio mais poderoso, todos podem te dar poderes, fazendo com que você tenha um bom motivo para passar algumas horas trocando almas por cabo de Link ou passando pela mesma fase várias vezes afim de completar sua coleção. Ganhou uma continuação direta no Nintendo DS, chamado Dawn of Sorrow.

Kingdom Hearts Chain of Memories (U)

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