10 motivos para se ter um Play Station 1

25 08 2009

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A geração 32/64 bits, tendo como representantes o Sega Saturn, Nintendo 64 e Play Station One, consagrou PSONE como vencedor. Devo dizer que esta não é minha geração favorita, na verdade acho o pior período para jogos se comprada a dos 8 e 16 bits. Mãããssssss como o PS1 se consagrou, sempre existem preciosidades a serem escavadas, e aqui estão elas:

10 – Resident Evil:

10 - Residentes

Resident Evil é um jogo da Capcom que seguiu um caminho não muito comum da empresa: vamos pegar uma idéia de uma outra empresa e tentar deixar mais interessante. Assim, copiando o estilo do Alone in The Dark, o estilo Horror Survivor tornou-se POP com um roteiro sobre uma organização sombria com o nome de Guarda-chuva(?!?!) criando um vírus que faz as pessoas e animais virarem zumbis. O primeiro jogo, favorito da maioria, tem uma das piores aberturas já feitas pra um jogo, capaz de matar qualquer um de rir com tanta cenas e atuações TRASH. Ainda assim é muito lembrado pelos puzzles e desafios. No 2º, apesar de zumbis e monstros trash continuarem, era mais centralizado na ação do roteiro. Já o terceiro tenta por um equilíbrio entre os dois jogos, enquanto tapa alguns buracos no roteiro. Daí em diante Resident saiu pra tudo quanto é console e babilhões de versões.

09 – Metal Gear Solid:

09 - metal gear

Hideo Kojima estava a 8 anos sem trabalhar com Solid Snake e seu combate contra Metal Gears, e o velho herói foi trazido de volta no jogo mais cinematográfico do PS1. A geração que começou a jogar no PS1, provavelmente não conhecia a aventura anterior para MSX2, mas para os mais velhos e curiosos este jogo não surpreendeu tanto por copiar quase todas as armadilhas do jogo antigo. De novidade mesmo foi colocar o jogo em 3d, além da melhoria na jogabilidade. Aumentou também o nível de drama no texto, muitas vezes chegando ao exagero, mas acho que a maioria aprova os exageros TRASH do Metal Gear. Há um personagem que vale a pena relembrar chamado Psycho MAntis que era um telepata que lia seu memory card e comentava sobre alguns jogos da Konami que estivessem gravados nele como Castlevania. O mesmo personagem perdia seus poderes se fosse enfrentado usando-se o 2º joystick. O jogo ganhou um remake para Game Cube e mais continuações nos Play Station 2 e 3.

08 – Megaman:

08 - Megaman

Nesta geração Megaman teve altos e baixos, mas felizmente os altos foram mais marcantes. A começar pela série clássica no seu oitavo jogo, onde dessa vez tinham vozes e cenas de anime, agradou a uns e desagradou a outros. Já a série X apareceu em 4 jogos, X3 adaptado do Super Nes, ganhou cenas de anime, mas também muito LOAD TIME. X4 é considerado por alguns o melhor momento da série, pela primeira vez o roteiro não é só uma desculpa para passar as fases, trazia duas tramas completamente diferentes pra Megaman X e Zero. Aqui Zero deixa o personagem título quase como coadjuvante pois sua trama era muito mais envolvente e chamativa, falando sobre o passado sombrio do personagem que um dia chegou a ser um vilão. X5 serviu apenas como complemento da série e X6 é odiado por alguns (como eu por exemplo), mas há quem simpatize com este sexto episódio.

07 – Final Fantasy:

07 - Final Fantasy

Vocês podem perguntar porque eu não coloco a geração PS1 no topo ou quase no topo desse top… O fato é que não acho a trilogia do PS1 tão legal quanto foi no Snes. FF7 e 8, além de uma grande campanha de marketing para aumentar o consumo de RPG no mundo, o que influenciou toda a geração PS1, trazia visual cinematográfico e um apelo mais popular com personagens mais cheios de poses e metidos a bad boys, mas também meio boiolas, afim de chamar atenção também do público feminino. Ambos os episódios traziam também universos estranhos para o tema Final Fantasy, onde quase tudo se centralizava em maquinaria pesada, ficando um jogo irreconhecível para quem esperava algo semelhante as origens dos jogos de NES, porém a diferenças consideráveis de FF7 para FF8. Em FF7, apesar do universo, as batalhas eram semelhantes a de FF6, com alguns leves toques de Chrono Trigger. Já FF8 trazia uma batalha um tanto quanto diferente de todos os jogos da série, o que dividiu os fãs. Uma diferença bastante marcante em FF8 foram os personagens que ficaram realistas, pois de FF7 pra baixo eram estilo anime, com corpos pequenos (SDS). Fechando a trilogia, foi lançado FF9, que foi o único dos 3 que se inspira nos jogos originais da série, inclusive tem um Black Mage em seu grupo como nos títulos de 8 bits. Porém FF9 não trouxe nenhuma novidade para série, sendo mais um jogo para fãs. Também é considerável a grande diminuição da dificuldade do jogo. Espero que entendam que considero esta terceira trilogia de FF jogos divertidos e importantes para geração PS1, mas quis mostrar nesta descrição o porque de não estarem no topo da lista e porque considero a segunda trilogia a melhor da série.

06 – Parasite Eve:

06 - Parasite

Enquanto todos só falavam de Resident Evil, eu só ficava no Parasite Eve e suas mitocôndrias assassinas. Ambos os jogos são horror TRASH, mas essa também é a única semelhança entre eles. Estranhamente chamado de Cinematic RPG, Parasite tenta criar um RPG de horror urbano, com o roteiro se passando em locais reais, e apesar do estilo realista, os rostos dos personagens são estilo anime. A batalha, bastante interessante, misturando estilo tradicional de RPG com ação, apesar de já usado em Tales of Phantasia, aqui funciona de forma diferente por ser em 3d. Ouve uma continuação ainda para PS1, mas este lembrava os survivor horror estilo Resident, por isso, prefiro a aventura de Aya Brea e seu festival de auto-combustões na primeira versão.

05 – Suikoden:

05 - suikoden

Usando gráficos de 16 bits, Suikoden surpreende com uma batalha dinâmica e um roteiro muito bem trabalhado para o seu exagerado número de personagens que passam de 100, tanto na primeira como na segunda versão. E ainda é possível enviar o elenco do primeiro jogo para o segundo, tendo um save do primeiro no memory card, somando mais de 200 personagens no segundo jogo, que algumas pessoas consideram o melhor RPG para PS1.

04 – Bust a Move (Groove):

04 - Bust a move

Foi nesta geração que jogos musicais como o pioneiro Dance Dance Revolution e Pump it Up começaram a surgir, dando início aos jogos musicais. Enquanto Dance Dance e Pump tentam simular em seus tapetes controles passos de danças reais, Bust a Move é mais um desafio de sincronia para suas mãos do que uma simulação de dança, e considero o mais divertido jogo para PS1. O grande diferencial foi trazer para o estilo de dança algo que os jogos de luta tinham: personagens carismáticos, cada um com sua missão pessoal. E assim foi feito um elenco inesquecível, e bizarro ao mesmo tempo como a heroína Kitty N, o rapper Strike, o esquentado Heat, o gordão HAM, o imitador do João Travolta Hiro, a loli Shorty, a erótica Kelly, os aliens Capoera, o robô gigante ROBOZ e o baitolão final Pander.

03 – Castlevania:

03 - Castlevania

Série tradicional, 2d no seu melhor estilo, labirintos intrigantes, um personagem popular, trilha sonora perfeita… tudo isso é Castlevania Synphony of the Night, então porque não subir mais posições para esta versão? Bem, apesar de tudo isso ser verdade, há duas coisinhas sobre Castlevania SON que ainda me incomodam – é o mais fácil jogo da série e o fato do segundo castelo ser o mesmo primeiro castelo de ponta cabeça. Foi em SON que o estilo tradicional do jogo se misturou ao estilo que até então ninguém tinha ousado tentar copiar, a do lendário Metroid da Nintendo, o que acabou apelidado mundialmente de estilo Metroidvania. Em alguns momentos fica até descarado a imitação, mas Castlevania tem aquele jeitão da série que conquista o público, e é das séries antigas a que mais tem fôlego nos dias de hoje. Ainda no PS1, foi lançado um remake de um desconhecido jogo da série que havia sido lançado para um computador japonês. Trata-se de uma variação do Castlevania 1, apesar de não ter o desafio a altura do 1, é um jogo com uma dificuldade considerável e vale a pena jogar.

02 – Valkyrie Profile:

02 - Valkyrie

Se fosse considerar os estilo, gráficos, elenco e roteiro do jogo Valkyrie Profile estaria no topo dessa lista. O que me impediu de levá-lo ao topo foi apenas um fato: como boas idéias dentro do jogo não são aproveitadas. Colocando isso de forma explícita é o seguinte – todos os personagens do jogo, sem exceção, são ótimos, carismáticos e com tramas maravilhosas. O problema fica por conta do objetivo da personagem principal, a igualmente maravilhosa Valquíria Lenneth. Ela deve montar seu exército formado por guerreiros mortos, ou seja ela vai surgir no dilema pessoal de todo o elenco. O que acontece é que depois você conhece a trama de um personagem e quer saber como ele vai acabar, você não vai saber… ao fazer parte do exército da Valquíria, eles não tem mais opções pessoais – ou lutam ao lado dela, ou vão servir Odin, e se caso resolva seguir Odin você não poderá mais usá-lo durante o jogo. As histórias deles são tão boas que é como se vários RPGs tivessem sido iniciados ao mesmo tempo, porém nunca terão seus roteiros desenvolvidos ;( . Bem superando esse drama, Valkyrie Profile é uma experiência de jogo inesquecível, um dos melhores sistemas de batalhas já criados, simples e bem feito ao mesmo tempo, onde todos podem atacar juntos, fazendo combos gigantescos. Ganhou um remake para PSP e continuações para PS2 e DS.

01 – Chrono Cross:

O jogo tem detalhes impressionantes para o fraco hardware do PS1. Repare nos tendões da Kid e os efeitos de sombra.

O jogo tem detalhes impressionantes para o fraco hardware do PS1. Repare nos tendões da Kid e os efeitos de sombra.

Algumas controvérsias neste título. Apesar de ter referências, músicas e ligações com Chrono Trigger, Cross não é uma continuação. Segundo o diretor, seria muita responsabilidade e quase impossível fazer algo tão bom que mereça o título de Chrono Trigger II, então para tirar esta responsabilidade imensa, foi criado uma trama dentro do mesmo universo, se passando num continente não explorado daquele mundo e sobre um outro personagem. De fato Cross não é e nem tentou ser comparável a Trigger, mas trás qualidades o suficiente para estar no topo da minha lista. É o jogo com gráficos em 3d mais bem explorado do PS1, tem uma trilha sonora inesquecível e muitas coisa a se explorar. A trama agora trata de viagens dimensionais ao invés das viagens no tempo do anterior, e a batalha trás elementos novos bastante inteligentes. Há mais de 40 personagens a serem adicionados no grupo, mas apesar disso, somente 7 ou 8 tem alguma grande importância no roteiro, sendo portanto os outros servindo apenas como complemento das sub quests do jogo.

Sentiu faltas desses?!

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