Final Fantasy IV: After Years – Raízes do RPG pop

16 12 2009

Título: Final Fantasy IV: After Years
Sistema: Nintendo Wii
Produção de 2009,
by Square Enix

Cecil e sua esposa Rosa, estava sentindo falta deles.

Mais uma série popularizada nos anos 80, mas dessa vez a popularidade vinha apenas das terras nipônicas, pois fora de lá Final Fantasy só se tornou um nome conhecido em 1990, chegando a aparecer num episódio do lendário bizarro Capitão N. Na época do 8 bits, havia uma disputa grande entre Final Fantasy e Dragon Quest, Dragon Quest era o pioneiro e chamava atenção por ser mais hardcore e próximo dos RPGs de livro. Final Fantasy, nas suas 3 primeiras versões seguiu um pouco os passos do Dragon Quest, mas havia um diferencial nas batalhas que eram mais dinâmicas. A quarta versão, já no Super Nintendo pode ser considerada o principal marco na maneira de se escrever um roteiro para jogos de videogames. Pela primeira vez, a vida e personalidade dos personagens principais tinha mais destaque que a situação daquele universo, como de todo o jogo em si. Havia uma carga emotiva muito grande nos diálogos, parecia por alguns momentos que ao invés de estar jogando, estavamos assistindo um filme, ou melhor dizendo, uma série de TV, devido ao longo tamanho da história. Mesmo com o gráfico de sprites muito pequenos, ainda do mesmo tamanho usado no Nes, os personagens ficaram muito queridos, e as belas garotas também eram objetos de desejos dos otakus(tenho até uma ação games que fala sobre isso, com o correspondente do Japão), representadas em garage kits, e outras coisas do gênero.

Clássica introdução no airship

Apesar de seguirem os passos do original, os sprites estão mais legais, reparem a Rydia por exemplo

Depois de três conversões pra outras plataformas, e um remake completamente em 3d, com direito a uma dublagem de alto nível, a continuação direta do mais clássico episódio da série chega na onda retrô. Os gráficos estão um pouco melhores, mas ainda feitos em cima do original, parecendo muitas vezes um cruzamento da quarta com a sexta versão. A estrutura dos cenários são todos baseados no que foi visto no Super Nintendo com sutís mudanças em alguns pontos. É como comparar os cenários de Final Fantasy X com os de X-2.

Os menus não mudaram muito

Assim como o estilo das batalhas

A trilha sonora não foi modificada, a música dos ambientes e temas dos personagens serão as mesmas da versão original.

No sistema de batalha, apesar de ter tudo do original, há duas novidades: as fases da lua influenciam na batalha, dando vantagens e desvantagens para certos tipos de ataque. EX: Na lua cheia, as magias de black mages ficam mais fortes e os ataques físicos em geral caem. A outra novidade é a possibilidade de alguns personagens fazerem combinação de golpes, ao estilo Crono’s Trigger, mas com bem menos misturas que o Crono.

O desafio continua alto, mantendo a linha do jogo original, mas claro que não é tão dificil quanto os Dragon Quest clássicos.

Yang agora tem um bigode gigante... esta cena é uma briguinha com a filha Ursula

Biggs, Wedge e Ceodore, filho de Cecil

O Roteiro aqui, flui de forma diferente da maioria dos RPGS: Todo o elenco do jogo original está presente, excluíndo-se é claro os que morreram. São 10 capítulos, cada um contando uma busca pessoal de um dos personagens dentro da situação atual daquele universo, para no final todos se juntarem por um objetivo em comum. Para quem terminou o original deve imaginar que agora Cecil, Rosa, Yang, Edward, e Edge são os atuais governantes de seus respectivos reinos. O gêmeos Palom e Porom, apesar de por um momento surgirem como as crianças do jogo original, o tempo irá passar e ambos se tornarão belos jovens. Bem pra quem gostava do jeito meio louco de PALOM, talvez se decepcione em saber que ele se tornou um mago arrogante de tanto confiar em seus poderes, algo meio Anakin Skywalker(creio que o lado negro da força não estará incluso).

No passado os gêmeos Palom e Porom

Aqui ambos já mais velhos. As fortes habilidades de Palom fizeram dele um mago arrogante.

O jovem Palom em batalha

Alguns dos novatos são filhos de outros personagens, como o filho de Cecil e Rosa, Ceodore que começa como foco principal do roteiro, em sua tentativa de se desvincular do rótulo de filho dos heróis de Baron. Yang também tem uma filha chamada Ursula, que quer torna-se uma monge guerreira como o pai, que a reprime. A princesa dos anões Luca, que no original era uma criança, cresceu, e virou uma linda princesa engenheira(anã bonita? a square vai ter que explicar essa!), e uma grande amiga de Rydia. Rydia por sinal deve enfrentar uma rival que está acabando com os Eidolons, e conseqüentemente com seus poderes de invocação…

O elenco - Quem está na frente é Ceodore, a garota de cabelos rosa é a jovem Porom. O resto é facilmente identificavel pra quem jogou o original.

Isso é só um aperitivo pra vocês, o jogo tem muito mais histórias paralelas pra se descobrir que são melhores de serem jogadas que contadas. Pra quem ão acreditava que Final Fantasy um dia voltaria a ser legal como nos 16 bits, está aí sua resposta em sua forma original. (Convenhamos que as versões atuais da série estão muito fracas)

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Ações

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One response

16 12 2009
César

A série como um todo é muito bem trabalhada. Esses remakes que a Square tem feito ultimamente (não que isto seja um, mas “se encaixa” no conceito) estão ficando muito bons, de verdade.

Vale a pena!

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