Barbie (NES) – É até jogável…

16 02 2010

Título: Barbie
Sistema: Nes
Produção de 1991,
by Hi Tech Expression / Imagineering Inc / Mattel

Antes das produções mencionadas anteriormente, um joguinho de plataformas tinha aparecido cerca de dois anos antes no Nes.

Vejamos, a idéia do jogo era trazer mais garotas pro mundo dos jogos, e aí que está a grande jogo falha do jogo.
Considerando que existem dois tipos de garotas que venham a se interessar por jogos – As totalmente femininas, cheias de “cor de rosa”, que procuram por bichinhos bonitinhos e coisas coloridas; e aquelas que ignoram o esteriótipo delicado feminino e acabam se interessando por guerras, esportes sujos como futebol e heróis mais agressivos. Não necessariamente que o segundo grupo sejam de lésbicas, muito pelo contrário, elas apenas não seguem as “regras” da sociedade.

Considerando isso, esse segundo grupo mencionado provavelmente passaria batido desse jogo. Vamos então ver se o jogo consegue agradar as mais femininas.

O estilo do jogo é plataforma. A trama é completamente previsível, a Barbie vai dormir pensando no dia cheio que terá no outro dia. Então você passa a ter sonhos bizarros sobre o que ela está pensando.

Que bonito… Mas o que interessa mesmo:

Graficamente o jogo acerta, são bons gráficos pro console, o sprite da Barbie tem bons quadros de animação e é grande, além de mudar de visual de acordo com o ambiente. Os cenários apesar de bem variados tem muito rosa, mas isso era esperado de um jogo da Barbie.

Nos controles surgem os primeiros problemas, a boneca é lenta e não faz muita coisa além de andar e pular(baixo). Não tente desviar abaixando pois ela não consegue. Para se defender ela usa cristais um pouco difíceis de controlar: deve-se segurar o botão para definir a altura que  ele voa e quando soltar ele vai caindo lentamente. Há três opções de cristais(use select para mudar), mas eu não consegui descobrir pra que servem os que ficam marcados por um laço e por um coração. Usando o marcado pelo próprio cristal é possível atirar em alguns inimigos e chamar ajuda de animais que estejam pelo cenário como os tucanos que viram plataformas, os gatos que pegam itens ou atacam inimigos e cachorros que fazem o mesmo.

Mandando o cristal pro gatinho ele fecha a gaveta que te ataca

A trilha sonora começa aturável, mas fica chata com o tempo pela pouca variação musical. Já nos efeitos sonoros, alguns vão lembrar dos jogos dos Simpsons de Nes.

Nos inimigos percebemos que carecem de ccriatividade, em sua grande maioria são objetos que atacam, até água ataca a Barbie. Diferente do sprite dela, os inimigos são pequenos e com pouca animação. O problema é que devido a lerdesa da Barbie, eles podem acabar sendo chatos.

É aí que entramos no quesito que pode ser o grande responsável pela não popularização do jogo entre as meninas do “cor de rosa”, o jogo tem um desafio grande, bem típico de um jogo de 8 bits. Não há vidas, quando a barra de “ZZZZ” acabar é Game Over, e são apenas 3 continues.

Aí que questiono a falta de raciocínio dos produtores: É um jogo da Barbie; Quantos marmanjos que jogam jogos como Ninja Gaiden e Castlevania vão se interessar em debulhar um jogo tão rosa quanto esse? Quase nenhum. Se eles queriam trazer as meninas que brincam com a boneca e que não se interessavam em jogar videogames, porque colocar um desafio tão alto no jogo. Elas não estão acostumadas com joysticks, então depois de dois ou três Game Overs na fase 1 ou 2 com certeza elas iriam esquecer do jogo.

Atacada por fornos de pizza. Feche os fornos com seus cristais e suba nas caixas se necessário

Essa fase da sereia é o cão

É simples assim. Não sei dizer exatamente se esse jogo foi um EPIC FAIL em vendas ou não, mas lembro de uma VIDEOGAME fazendo um detonado dele. Apesar de ser um jogo altamente mulherzinha e sem graça, aqueles que querem tentar um desafio podem até arriscar. Diria que é o único jogo da Barbie que dá pra tentar terminar.

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Barbie nos 16 bits – Resenha dupla da boneca maldita

10 02 2010

Sim, eu me submeti a isso. Vocês me devem uma medalha agora.
Alguém já viu a Barbie no Nes? Acredite, no Snes e Mega Drive a coisa é pior ainda. E claro esta é LA BUEMBA DO MÊS
Acompanhem:

Título: Barbie Super Model
Sistema: Mega Drive
Também disponível para: Super Nintendo
by Hi Tech Expressions
Com a colaboração da Matel e Tahoe Software (Tá ruim Software, ruim mesmo… que
softhouse é essa mesma?!)
em 1993

Se fosse escolher quais seriam os 3 piores jogos de toda a geração dos 16 bits, com  certeza esse seria um deles. Não é por ser a boneca ridícula não, o jogo é ruim MESMO.

Esse jogo foi feito pra tentar trazer mais meninas pro mundo dos joguinhos, creio eu que  algumas pivetas devem ter jogado, mas duvido muito que tenham sido conquistadas pelo  jogo.

Pra começar o jogo é graficamente ruim, creio que até no Nes tenham jogos com melhores  gráficos que esse. O desenho da abertura até lembra a boneca, mas quando o jogo começa a  Barbie parece que envelheceu, com uma cara de Pamela Anderson dos dias atuais, comprovem  nesta foto:

O jogo consiste em minigames que supervalorizam futilidades femininas como se o interesse por carros, roupas da moda e claro maquiagem exagerada, um verdadeiro treinamento de pu**.

Ele mostra essa figura e pede pra vc achar a mesma figura.... Jogão né?


Os minigames por sinal não tem a mínima graça, passear pela cidade num carro mais lento  que uma tartaruga menstruada, escolher a figura certa(alguém consegue errar nesse  jogo?!), ou pintar a cara da boneca de acordo com uma revista.

A propósito, o jogo tem trilha sonora, mas pelo bem da vossa sanidade mental, aconselho  desligar o som para não ouvir a série de piados, ruídos e afins que eles colocaram como  música.

Pinte a Barbie e seja feliz


Deu pra sacar qual é a dos programadores né? Mas o pior é que no ano seguinte:

Título: Barbie Vacation Adventure
Sistema: Mega Drive
Também disponível para: Super Nintendo
by Hi Tech Expressions
Com a colaboração da Matel e Software Creations
em 1994

Errar(mesmo que seja um EPIC FAIL como o anterior) pode ser humano, mas errar duas vezes  num curto espaço de tempo é o que chamamos ter MERDA na cabeça.

Esse jogo não chega ao ponto de ser um dos piores jogos de todos os tempos como o  anterior, mas ainda assim é uma bela fonte de lixo tóxico.

Os desenhos não estão tão feios comparados aos do anterior, mas o gráfico ainda é bem fraco, a  boneca da abertura pouco lembra a original.
Mais uma vez colocaram Barbie cercada de minigames bestas que te farão desistir do jogo  em 5 minutos, mas pelo menos dessa vez não tem excesso de futilidades.

Em busca dos minigames

No início seu nome é perguntado, mas não vi ele sendo utilizado nenhuma única vez. Depois  um mapa mostra alguns pontos dos Estados Unidos onde se passam os jogos, dentre eles a  casa da Barbie que na verdade é uma mansão.

Fofocando safadesas

Antes de partir é claro que você pode ajustar as cores das roupas dela, que mudam de  acordo com o local visitado, já que você é uma garota FASHION!

Joguei em 3 localidades diferentes, o que me levou a 5 minigames bestas. No CARNIVAL, foram duas modalidades de tiro ao Álvaro diferentes, vejam as fotos.


Esses palhaços com boca aberta… sei não, parecem mais mensagens subliminares eróticas.  Acerta as bolas na boca aberta do palhaço. Bah!

No final ainda tive um minigame clichê mais chato de acertar o martelo e fazer o pequeno  peso subir.

Indo pra casa da boneca, encontrei as amigas fúteis e um minigame estilo “PASSARIM NO NINHO”(HAHAHAHAAHAH Ninguém lembra disso!), ou seja,  deve-se rodar pela casa procurando presentes.

Por fim, fui ver como era a fase na praia da Flórida, que é um mergulho nas profundezas  em busca de tesouros para a porca capitalista. Claro que não têm inimigos e o ar nunca  acaba.

Depois dessa eu já não agüentava mais esses game e vim compartilhar essa frustrante  experiência com vocês. Win?!





Trolls on Treasure Island – Trolls Felizes!!!

8 02 2010

Título: Trolls on Treasure Island
Sistema: Nes
Em: 1992
by American Video Entertainment

Que bela mer…cadoria. Tentaram fazer um novo jogo estilo Arkanoid, mas usar os bonequinhos Trolls como base não fez muito sentido. O Objetivo do jogo é se livrar dos tesouros que aparecem na tela, seja lá o que seu Troll vai fazer com esses itens, guardar/destruir/comer/colocar em orifícios misteriosos… Forget about it.

O jogo é bem pobre, os gráficos das fases são muito fracos pra um jogo de 1992, lembrando jogos do inicío dos anos 80, com sprites pequenos(alguns quase monocromáticos), fundo preto e apenas os itens pra pegar. E nem pergunte por trilha sonora porque não existe nada além dos piados dos itens e do Troll.

Olha a cara de prazer do Troll no mapa

Mas o que interessa é que o maldito Troll não para de andar um segundo sequer, você só controla ele pra cima e para baixo, o que com o tempo torna-se algo irritante. Segurando o botão A o Troll “vira bola” e dobra sua velocidade, o botão B faz o Troll ficar vermelho e fazer um barulho chato, mas não descobri nenhuma utilidade pra essa porcaria.

Há baldes de tinta pelas fases que mudam a cor dos cabelos do Troll, apesar de não fazer sentido, para pegar os tesouros, deve-se ter o cabelo da cor certa, assim como para entrar pelas portas coloridas. Ou seja, pra entrar numa porta dourada, deve-se ter cabelos dourados, e enquanto estiver dourado só poderá pegar as moedas de ouro.

Com o tempo começam a aparecer obstáculos como areia(eu acho) que esconde alguns tesouros; um piso esquisito que não consegui definir o que os programadores drogados quiseram representar, mas se pisar pode matar o Troll; e inimigos como Cobras, pra um jogo tão feliz, claro que não faltariam umas najas.

Bem, pelo menos dá pra encarar o jogo de 2players na tela, mas não que vá melhorar tanto assim.

Aquele piso que parece cocô pode matar o Troll

Jogando de 2... Aquele parece o Dracula/Alucard do Castlevania Jr

Bem, são muitas fases, o jogo se torna enjoado com o tempo, mas dá pra anotar password pra quem for corajoso o suficiente pra terminar. O pior é que não seria a última vez que veríamos jogos com esses bonecos Trolls…





Toys – Jogando com um mordomo

6 02 2010


Título: Toys
Sistema: Super Nes
by Absolute Entertainment
em 1993

Seguinte, eu tentei jogar essa bomba chamada Toys, mas não consegui sair da primeira fase. Vamos do início:

Ao que parece, essa bizarrice é baseada num filme que pelo pouco que vi no jogo, jamais vou assistir…o roteiro fala sobre um clone debilóide do Hitler, que construiu uma fábrica de brinquedos idiotas que atacam pessoas.

Hitler quer dominar o mundo com brinquedos

Então dois caras mais idiotas ainda invadem a fábrica pra bancar de heróis. O personagem que controlamos é tão besta que parece um mordomo com algum problema mental, pois anda por aí segurando cabeças de elefante, patos e brinquedinhos tradicionais como peões e carrinhos. Essas porcarias obviamente são as armas, mas elas parecem mal planejadas pois não são eficientes o que deixa a dificuldade alta, porém é um desafio chato porque o jogo não oferece recursos decentes para defesa.

Soltei um pato pra acabar com o inimigo

Os inimigos com que você vai se deparar são os brinquedos de guerra como tanques e bombinhas. Então chega o ponto crucial: Se conseguir aguentar ficar sem apanhar no jogo por algum tempo, deve tentar quebrar cabeças verdes de elefante(os caras são obsecados por elefantes, vai ver que gostam de uma tromba), que na verdade são câmeras de segurança, só que em nenhum momento fica claro como se quebra as tais câmeras. Depois de dar dois Game Overs na fase tentando quebrar os elefantes verdes mandei o jogo ir tomar vocês sabem onde e fui dormir. Fica a dica…

Só por curiosidade: O jogo foi conceituado por David Crane, que decadência heim!





Fevereiro – Mês dos Jogos de Brinquedo

4 02 2010

Bem vamos fazer mais uma seqüência de rewsenhas seguindo um tema específico, mas dessa vez não vou me prender totalmente ao tema, podendo fazer algumas postagens que achar conveniente.

E com vocês, os  MAGAVILHSOS jogos baseados em brinquedinhos ultra comerciais.

O que esses brinquedos nos ensinam de bom...