Minhas Trilha Sonoras Favoritas – Parte 2

6 08 2010

Seguindo agora para a geração 16 bits e o Game Boy Advanced(que é parecido com 16 bits ; p)

MEGA DRIVE

É difícil deixar trilhas sonoras como Castlevania Blodlines, Shinobi, Streets of Rage 1, Golden Axe e os dois primeiros Sonics de fora, mas enfim, estas são as que mais me marcaram

Thunder Force 3, escilamente a música da fase mostrada na foto acima foi uma das músicas que me perseguiam nas madrugadas, uma das músicas chicletes mais marcantes dos 16 bits.

Se tem alguém que abusou do velho som de Mega Drive foi o grande Yuzo Koshiro com sua trilha sonora eletrônica em Streets of Rage. O segundo pra mim foi mais marcante, apesar do primeiro ter sido a “revolução”.

Quem achava que Sonic ia ficar fora da minha lista? Esta fusão dos dois episódios de Sonic 3 é tão marcante por juntar diversos compositores, que incluem Bobby Brooks, Brad Buxer, Darryl Ross, Doug Grigsby, Geoff Grace, Jun Senoue, Tatsuyuki Maeda, Tomonori Sawada e… Michael Jackson!

SUPER NINTENDO

Apesar de diversas trilhas ótimas, o caminho no Snes foi bem mais fácil pra mim do que no Mega Drive.Vejam se concordam:

Melhor trabalho solo de Nobuo Uematsu, ou melhor trabalho solo de Nobuo Uematsu? Pra mim esse foi também o último grande Final Fantasy, já que não sou grande fã do pop FF7. Dizem que ele retornará no 3ds, será?

Eu acho os compositores orientais EXTREMAMENTE superiores aos ocidentais, mas há dois caras que eu abro uma excessão e uma deles é David Wise. Wise fez um trabalho digno dos grandes nomes do Japão, e melhor do que alguns até, especialmente neste segundo Donkey Kong Country.

O RPG favorito da era de 16bits também deve parte de seu sucesso a fantástica trilha sonora da parceria Nobuo Uematsu e Yasunori Mitsuda. O jogo dispensa apresentações pode ser jogados bilhões de vezes que não enjoa.

GAME BOY ADVANCED

Não sou um grande fã das trilhas sonoras do GBA, mas vá lá, tem alguns bons destaques

As fases podem não ser tão inspiradas como no Mega Drive, mas achei bastante interessante a primeira versão do Sonic Advanced. As posteriores não conseguiram seguir no mesmo nível, tornando a ficar legal só no sucessor SONIC RUSH para DS.

Castlevania fez um bom trabalho no GBA mas a trilha sonora ainda estava devendo. Circle of the Moon só fez reprisar composições do passado, Harmony ficou muito inferior a tradição da série. Aria veio para corrigir esse defeito, e ainda veio como um jogo melhor trabalhado que os anteriore. Só faltou um pouco mais da dificuldade!

Acho o trabalho de Yoko Shimomura em Mario & Luigi Super Star Saga muito melhor que do Kingdom Hearts original(mas não melhor que o do 2 ;p). Quando comecei a jogar não esperava algo tão marcante mas quebrei a cara. Talvez a melhor trilha sonora no GBA.

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Pinky And The Brain, The Master Plan – Uh Pinqui i uh Celebru

15 04 2010

Título: Pinky And The Brain, The Master Plan
Desenvolvido por Warthog e distribuído por Conspiracy Entertainment Corp., em parceria com WB Interactive Entertainment.
Para: Game Boy Advanced

“O que vamos fazer essa noite Cérebro?
O que fazemos todas as noites, escrever resenhas para o mundo!”

mapa com o famoso laboratório acme

Esses dois ratos de laboratório faziam parte da gangue dos Animaniacs, mas o produtor Steven Spilberg ficou apaixonado pelos dois e resolveu dar uma série própria. Depois de muito tempo no ar, uma softhouse menor resolveu fazer um jogo baseado nas tramas de domínio mundial do rato/cientista Cérebro. Porém esta não seria a primeira aparição dos dois num videogame, pois eles são os últimos chefes dos jogos dos Animaniacs de Mega Drive e Super Nes.

Mas vamos ao jogo do GBA, a trama é sobre um super satélite de alcance mundial capaz de prever as mudanças climáticas. Cérebro percebe que pode alterar o satélite para controlar o clima do mundo, e assim ter poder sobre todos os líderes mundiais. Com os planos feitos os ratos vão dormir na sua jaula, mas os ratos da jaula vizinha resolvem ver o que os dois estão aprontando e descobrem o plano, roubando-o para si. Agora Pinky e Cérebro devem recuperar seus planos antes de seguir para o satélite.

Inflando o cabeção

Bem como podemos ver a idéia é semelhante as do desenhos, mas como rola o jogo? Trata-se de um jogo de plataformas 2d sem grandes novidades. Na verdade o jogo parece querer imitar Earthworm Jim, mas é bem mais simples. Você comanda os dois ratos ao mesmo tempo, cada um tem suas habilidades próprias: Cérebro tem pulo duplo e pode inflar a cabeça para voar com o queijo verde e Pinky é mais forte e quebra paredes com o queijo verde. Ambos podem se livrar dos inimigos com pulinhos na cabeça, puxar/empurrar caixas e usar uma arma de raios(item).

Os personagens “morrem” no primeiro hit, a não ser que você esteja com a arma, aí eles perdem a arma primeiro e no segundo hit “morrem”. Para recuperar um deles, encontre uma porta com uma estrela. E olha só, os continues são limitados, nunca mais pensei que veria um jogo com continues limitados! Começa com no máximo 3(altere no options), mas bastou eu vencer o quebra cabeça do bonus stage pra ganhar mais 3. Também é possível jogar multiplayer mas não tive chance de testar se é um modo de batalha ou o jogo normal com dois jogadores controlando Pinky e Cérebro ao mesmo tempo.

O cretino primeiro chefe

Apesar de “bonitinho” o jogo tem um grave problema de criatividade, os inimigos são poucos e repetitivos, assim como as fases de bonus e principalmente a música que as vezes enche a paciência, e nem sequer colocaram o tema dos desenhos. Pra complicar mais sua vida, os programadores pensavam que o jogo era de Super Nes e usaram sistema de password ao invés de save/load.

Uma fase submarina

Não chega a ser um lixo mas tá longe de ser um jogo inspirado. Se tiver um tempo livre dê uma jogada rápida, caso contrário ignore. Além disso já sabemos que esse plano do Cérebro não dará certo mesmo, mas o plano atual já está correndo muito bem, como todos sabemos(veja na imagem abaixo).





9-volt. Um moleque para “homenagear” os velhos.

8 01 2010

Quem é e porque 9-volt?!

Quem não jogou o suficiente algum jogo da série Wario Ware pode não ter conhecido este figura que dá nome a este blog.

9-Volt é um personagem viciado em videogames, que tem uma admiração especial por jogos antigos, apesar de ser um moleque. 9-volt e seu amigo 18-volt tem esses nomes em referências as gerações favoritas dos caras que são 8 e 16 bits.

Presente em todos os jogos da série, toda vez que ele aparece é pra fazer homenagens e relembrar um passado recente ou longínquo. Algumas das aparições são Super Mario Bros. 1 e 3, Zelda 1 e 2, Ballon Fighter, Hogan’s Halley, Clu Clu Land, Duck Hunt, Urban Champion, Exci tebike, Punch Out, Metroid, F-Zero, Star Fox, Wario Land, e chegando até no primeiro jogo(GBA) a aparecer o fracassado Virtua Boy  e sua tela vermelha e um jogo feito para uma televisão japonesa no final dos anos 70.

Isso você não vê no Mario 3. Coisa do 9-volt.

Qualquer um que foi um moleque viciado em jogos como eu não tem como não se identificar com o que o 9 e 18 fazem: um anda de skate(skate nos anos 80 era um símbolo de status pros moleques), outro escuta um som gigante no ombro(80 total) e claro jogam videogame escondido de madrugada deixando os pais doidos de raiva.

Vendo o conjunto de características, eu não tinha como associar um nick melhor pra mim, este é o 9-volt, praticamente minha versão moleque.

Aqui um video do segundo jogo da serie, Twisted, onde o 9-volt criou o SPINTENDO, a versão rotativa do NES. Este é o único jogo onde ele se dedica 100% ao console de 8 bits.

Darei destaque a versão do Wii aqui também, onde aparecem uma versão 3d de Ballon Fighter e o melhor é a parte do Star Fox.

A versão americana do novo Wario Ware chegará em Março ao DS, e ele vem com o “Super 9-Volt Bros.”.

Quem é ? Quem é?





Genseijin Justirisers – Nova geração de heróis nipônicos também tem jogos

26 11 2009

Título: Genseijin Justirisers
Sistema: Game Boy Advanced
by Konami – 2004

Apesar de eu nunca ouvir falar desses caras, parece ser uma série com alguma notoriedade, pois a Konami resolveu investir num jogo. O trio que trás dois heróis e uma japinha gostosinha, como manda a tradição, deve evitar ataques de criaturas, que insistem em atacar o Japão.

Espada contra bastão

Personagens e seus golpes:

O estilo do jogo faz lembrar aqueles dos Power Rangers para Super Nes, mas a jogabilidade flui melhor, se comparado ao título citado. Os três personagens podem ficar se revezando entre as fases, cada um com suas vantagens, seja de equilíbrio(vermelho), força(preto) ou velocidade(azul). Você pode lutar contra os inimigos com os punhos limpos, ou trocar pra sua arma, cada personagem com uma diferente. Pressionando L e R, após encher a barra de poder um golpe especial é lançado, acabando com inimigos próximos.

Ela tem Shoryuken Wanna Be

Poderes!!!

Defeitos: Como é clichê deste tipo de jogo, a variedade de inimigos é pequena, em certos momentos você pode acabar se entediando de socar aquele cara pela milionésima vez. Os gráficos não são chegam a ser ruins, mas podiam ir um pouco mais além, tem jogos do mesmo estilo de muito tempo atrás como Ninja Warriros que chamam mais atenção. A trilha sonora não é grande coisa também, o que é de se estranhar vindo da Konami.

Justirisers, não é uma porcaria, mas poderia ser melhor. De qualquer maneira,dá pra se divertir por uma tarde, de preferência jogando no seu portátil, pois eu acho um saco emular portátil em tela de PC.

Bota o chefe pra correr!

Robozão, tem sim!





10 motivos para se ter um Game Boy Advanced

20 08 2009
gbaGBA SP

gameboy-microBem, comparado ao que foi fazer o TOP do Mega, Snes e Nes, fazer o de GBA foi mais tranquilo pois é um sistema com bons títulos, mas não com tantos como foram os anteriores mencionados ou seu sucessor DS (e olha que o DS ainda tá trabalhando a todo vapor, quando ele se aposentar nem quero imaginar a difilculdade que vai ser fazer uma seleção de 10 séries). O Game Boy nasceu em preto e branco e com 8 bits em 89, foi upgradeado 9 anos depois com o Game Boy Color, ainda com 8 bits, mas em cores, porém a qualidade dos jogos diminuiu. Com a chegada da versão Advanced, os 8 bits passaram a 32, porém lembrava mais a época dos 16 bits. Os jogos voltaram a ter um bom padrão como era na geração preto e branco. Versões alternativas do console foram lançadas como Game Boy Advanced SP e  Micro. Desta lista, 6 são RPGS, ficando claro qual o forte deste console. Aqui vai meu TOP de GBA:
10 - Mario & Luigi - Superstar Saga

10 – Mario & Luigi Superstar Saga: Só fui terminar esse jogo recentemente. Super Star Saga tenta se inspirar no memorável Super Mario RPG, mas segue um caminho mais simples e cheio de piadinhas infantis, porém engraçadas. No final parece uma mistura do Mario RPG com Paper Mario(N64). No roteiro um novo vilão/vilã chamada Cakleta rouba a voz da Princesa para acordar um estrela sagrada, o resto vocês podem imaginar. O jogo marcou a volta do Luigi ao lado do Mario como protagonista, pois na geração Nintendo 64 ficou restrito a participações especiais, e inclusive durante o jogo eles fazem piadinhas do tipo “Luigi?!QUem é Luigi?!” Dentre os destaque está a volta dos Koopalings na última fase e a trilha sonora de Yoko Shimomura.

09 - Mother 3 (J)09 – Mother 3: Pra vocês o que é mais difícil? Fazer um produto para adultos, ou fazer um produto bem trabalhado para crianças que acabe cativando o público adulto (Assim como são os filmes da Pixar)? Muitos jogos populares atuais, dirigidos ao público adulto, que são erronea idiota e retardadamente chamados de “Hardcore” são muito mais simples do que parecem. Vamos imaginar: “um clima sombrio, sangue e assassinatos sem nenhum bom motivo, mais tiro do que história, uma dificuldade de fácil a mediana e enrrole o jogo com missões extras sem pé nem cabeça pra demorar mais a terminar. Essas são algumas regras que alguns jogos recentes sem graça seguem pra ter garantia de sucesso. A série Mother é um grande sucesso no Japão, mas nunca teve grande destaque no ocidente. Criada para Nes, migrou para Snes e teve seu nome ocidental batizado de Earthbound. A terceira versão no GBA, talvez a melhor da série, nunca saiu oficialmente do Japão, mas uma tradução feita por um grupo de fãs foi campeã de download. Resta saber se a aventura do garoto psiônico Lucas vai um dia chegar oficialmente as lojas, ou ficará apenas entre os fãs de Smash Bros. ou de jogos mais underground. Os gráficos são simples, é infantil, mas é muito inteligente.
08 - Fire Emblem
08 – Fire Emblem: Outra série nascida no Nes que nunca teve grande destaque fora do Japão. Uma série pioneiro no estilo de batalhas de estratégia, sempre seguindo um roteiros típicos de fantasia medieval. Começou a ganhar destaque depois que personagens foram inclusos nos jogos de Smash Bros. No GBA e Game Cube as primeiras versões ocidentais começaram a chegar oficialmente, e mais recentemente no Wii e DS, que relançou o jogo original. Resta saber se haverá interesse por parte da Nintendo de trazer os jogos que ficaram só pelo Japão. Os 2 lançados para GBA por sinal são muito bons, eu pessoalmente gosto mais de Fire Emblem, apesar de achar o F.E. Sacreted Stones mais bonito.
07 - Sword of Mana
07 – Sword of Mana: Este na verdade não é um novo jogo, mas um remake… Na verdade uma reformulação completa do primeiro Mana, que não é o Secret of Mana como muitos pensam, mas sim um jogo lançado originalmente para o Game Boy preto e branco. O roteiro ficou muito mais complexo e cheio de intrigas, o gráfico é similar aos vistos em Seiken Densetsu 3 (Snes), mas dessa vez apenas 2 personagens a escolher. Independente de quem for seu personagem principal, eles vão acabar se encontrando para cumprir juntos a missão de salvar a árvore de Mana. O sistema de batalha também foi todo reformulado, se ficasse um pouco mais próximo ao que era a batalha de Secret of Mana provavelmente este jogo subiria algumas posições neste TOP.

06 - MegaMan Zero 206 – Megaman: A esta altura do campeonato já existiam várias séries com vários MEga Mans diferentes. Além do clássico e do X, já haviam aparecido Dash, EXE e por fim, Zero. Enquanto a série X vivia um momento de críticas negativas(muitas com fundamento) por conta dos episódios X5, X6 e X7, o GBA lançava a série Zero que seria o futuro do futuro, ou seja o futuro da série X. A garota Ciel, tentando melhorar o que um dia foi MEgaman X, acabou modificando demais o coitado e ele se tornou tão obsecado por justiça que enlouqueceu. Durante uma missão encontrou os resto de Zero e seu Cyber-elf consegue traze-lo de volta a vida. E agora o vilão é o… Megaman?! Com situações novas e um sistema mais interessante, a serie Zero acabou ofuscando os últimos jogos da série X, voltando a ganhar algum destaque apenas com o lançamento do X8. Megaman Zero gerou 4 jogos, todos para GBA.

05 - Legend of Zelda_Minish_CaP05 – Legend of Zelda Minish CaP: Com a popularização do jogo Ocarina of Time para Nintendo 64, a imagem do Link adulto ficou marcada, mas esta fugia da idéia original de Shigeru Miyamoto. O GBA e o Game Cube ganharam versões de Zelda que fazem Link voltar a ser o que era na primeira versão do Nes: uma criança que deve aprender com as dificuldades para se tornar mais “adulto”. Este belo e divertida versão de Zelda para GBA, trás momentos de nostalgia pois lembra o clássico Link to the Past, mas tem uma grande influência dos jogos 3d de Zelda como Ocarina e Wind Waker, apesar de ficar claro as características próprias desta versão como os poderes especiais do chapéu vivo de Link , capaz de fazê-lo mudar de tamanho(Chapolim?!?!).

04 - Golden Sun04 – Golden Sun: Camelot, conhecida por jogos de esportes da Nintendo como Mario GOlf e Tennis e Hots Shots Golf no Play Station, lançou de surpresa o jogo que considero o melhor desta lista. Golden Sun gerou duas versões para GBA e a terceira já está chegando no DS. QUem jogou sabe que esta série tem em sua inspiração a era de ouro dos RPGs de 16 bits, e que tem um roteiro muito bem trabalhado e sem dar muitas voltas que é o que realmente interessa.

03 - Metroid Fusion03 – Metroid: Eles demoraram a lançar Metroid de novo, mas quando veio foi de uma vez 4 jogos, 2 em 3d e 2 em 2d. Esta série lendária nascida no Nes tinha destaque pela sua alta dificuldade e labirintos muito complexos para um jogo dos anos 80, mas a popularização ocorreu com o terceiro jogo no Super Nes. Os dois jogos em 3d “Metroid Prime” lançados para o Cube foram bem reebidos por uns e bombardeados por outros por se tratar de um jogo de tiro em 1ª pessoa com características da série, e posteriormente ganahria o 3º e último episódio para Wii. Os fãs que esperavam uma continuação do que era a série em Super Metroid tiveram que recorrer ao GBA e foram muito bem recompensados com Metroid Fusion. A caçadora espacial Samus além de fazer tudo que fazia no jogo anterior, ganhou novos movimentos, um roteiro ainda mais sombrio e novidades para série como o sistema da roupa parasita que vai mudar de acordo com a cor. Pouco tempo o GBA ganharia Metroid Zero, que era uma total reformulação (assim como Sword of Mana) do jogo original, onde adicionaram mais áreas para vasculhar, mais chefes e inimigos, um mapa popup, já que o original você tinha que desenhar o mapa num papel. A dificuldade foi moderada também, o que pode não agradar aos que querem um desafio a altura do original.
02 - Wario Ware
02 – Wario Ware: Não estranhem a foto do Super Mario Bros. 3 acima, isto não é uma foto de Nes que parou por engano aí. Wario apareceu com o seu Wario LAnd na quarta versão do título popularizado no Game Boy de 8 bits. Apesar de ser bem legal, a novidade que mais me chamou atenção do GBA foi mesmo a coleção de minigames nonsense completamente pirados de Wario Ware. Se você me perguntasse a alguns anos atrás, eu diria que esse jogo era só mais um Mario Party, jogo que nunca simpatizei. Sabe como é, Wario -> Mario -> minigame, ganhei antipatia logo de cara, ainda mais depois da primeira testada, vi uns joguinhos tipo segure um pauzinho que cai na tela, pule no momento certo… desisti sem dar uma chance. Certa vez, vi meu irmão jogar uma sequência de minigames feitos em cima de clássicos do Nes como Super Mario Bros, Ice Climber e Legend of Zelda. Voltou meu interesse pro jogo. Acabei descobrindo que o Wario nesse Wario Ware é só uma desculpa pra apresentar vários personagens que acho até mais legal que o Wario como Mona a garota perfeita, Kat e Ana as pequenas ninjas, Dr Crygor o cientista mais burro do mundo e claro, 9-volt o garotinho nerd que é apaixonado por jogos e visuais dos anos 80. Posteriormente nas continuações seriam apresentada a garota demoníaca Ashley(DS) que se inverter o tema cantado dela aparece uma menssagem satânica, mas isso fica pra outra vez… São duas versões para GBA, Wario Ware Mega Micro Games se joga com os botões e a Twisted usando o sensor de movimentos do GBA para girar. Wario Ware é isso: humor nonsense, reação rápida, músicas marcantes (Peguem a música da Kat e Ana do Mega Micro Games, é a melhor!). Deve-se destacar que dos 6 jogos lançados até hoje da série Wario Ware, sempre se muda a forma de jogar.

01 - Castlevania - Circle of Moon01 – Castlevania: Mas não adianta a inteligência e originalidade do Wario Ware, porque o que o tradicionalismo desta série que já tem quase 25 anos me prende mais ainda. Foram 3 versões para GBA Circle of the Moon, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow. O segundo, Harmony of Dissonance, tem seus momentos, mas é um tanto confuso e muitas vezes parece faltar investimento. Circle of the Moon foi, lançado primeiro, foi um investimento de baixo orçamento, a própria Konami não esperava muito, mas surpreeendeu a todos, devido ao interessante sistema de poderes por combinação de cartas deixadas por alguns inimigos, e o desafio um pouco maior do que o apresentado no jogo anterior(Synphony of the Night para Psone e Sega Saturn). Percebendo onde deveriam investir, na terceira versão, Aria of Sorrow, o time que fez de Synphony estava completo, o que gerou um dos melhores jogos da série. Diferente da maioria dos jogos da série, Aria se passa em 2035 no Japão, quando um estudante estrangeiro Soma Cruz e sua amiga Mina Hakuba são tragados pelo eclipse lunar para dentro do misterioso castelo, ao lado de um certo colega chamado Genya Arikado(alucard disfarçado). Enquanto exploram os horrores tradicionais deste castelo, vão descobrir o que aconteceu com Drácula e os descendentes do clã Belmont. Além da costumeira belíssima trilha sonora da serie, este trazia uma novidade que era um sistema de roubo de almas. Seu personagem poderia usar os poderes dos inimigos como MEgaman, mas não apenas dos chefes de fase: do morceguinho mais fraco ao demônio mais poderoso, todos podem te dar poderes, fazendo com que você tenha um bom motivo para passar algumas horas trocando almas por cabo de Link ou passando pela mesma fase várias vezes afim de completar sua coleção. Ganhou uma continuação direta no Nintendo DS, chamado Dawn of Sorrow.

Kingdom Hearts Chain of Memories (U)





Altered Beast Guardian of Realms – O Retorno do Clássico Gay

29 05 2009

Altered Beast

Título: Altered Beast Guardian of Realms
Produção da 3d6 games, distribuído pela THQ e licenciado pela SEGA.
Para: Game Boy Advanced
Em: 2002

Antes: Saudemos felizes o arcade.

Antes: Saudemos felizes o arcade.

 

Conhecida versão super facilitada para manetas, que vinha junto do Mega Drive

Conhecida versão super facilitada para manetas, que vinha junto do Mega Drive

 

Saíram outras versões ainda mais inferiores em diversos sistemas como esta de Master System

Saíram outras versões ainda mais inferiores em diversos sistemas como esta de Master System

Quem tem a maior parcela de responsabilidade por botar uma porcaria no mercado? A SEGA que licenciou a marca, a THQ que acreditou no potencial ou essa desconhecida 3d6 que produziu? O fato é que quando o GBA era novidade essa tal 3d6 em associação com a THQ conseguiram convencer que eles poderiam trazer de volta títulos clássicos que estavam no baú da SEGA. O resultado foram os lamentáveis Revenge of the Shinobi e este Altered Beast Guardian of the Realms.

Frase clássica do primeiro jogo usado na historinha feia

Frase clássica do primeiro jogo usado na historinha feia

Esse “novo Altered” não chega a ser tão ruim quanto o novo Shinobi, mas ainda assim é um jogo altamente enjoado… e trash… não que o original não seja, mas na época do original ele era considerado um jogo com bons gráficos e cheio de vozes(coisa importante antigamente) AAAAU!.

Esses zumbis não me convenceram parecem mais ALIENS

Esses zumbis não me convenceram parecem mais ALIENS

O visual cuecão fisiculturista do original deu lugar a um grego clássico estilo Hércules, assim como a ambientação que originalmente eram lugares sombrios como cemitérios, pântanos e cavernas sem identificação, agora se passam em cidades clássicas da Grécia com toda aquela arquitetura típica.

Alguns elementos do jogo original permaneceram como a tela que se desloca sozinha, inimigos vindo ou brotando de todos os lados e jutando 3 esferas você vira uma criatura, e aí começam a ocorrer os problemas.

Altered Beast4

O fato da tela se deslocar como antigamente, apersar do fator fidelidade e nostalgia, deixa o jogo muito lento e com cara de ultrapassado, sendo que é um problema maior porque as fases do jogo original demoravam cerca de 5 pra terminar, e neste demoram muito ao ponto de você ficar enjoado se perguntando quando a porcaria dessa fase termina. A questão de juntar esferas é a mesma coisa, uma para ficar forte, 2 pra ficar Arnold, 3 pra virar bicho(a). Eles poderiam tentar radicalizar e fazer um lobisomem com visual mais animal e grotesco e babão, mas o visual ficou mais pra bicho de pelúcia como podem ver nesta foto.

Olha o naipe do Lobo Home que eles nos oferecem

Olha o naipe do Lobo Home que eles nos oferecem

E se no original temos uma trilha sonora marcante, neste só vamos encontrar músicas genéricas sem a menor das inspirações, deviam ao menos repetir alguma melodia como a clássica da transformação.

Altered Beast6

Se quiserem arriscar boa sorte, mas esse jogo está mais pra ALTAMENTE BESTA do que ALTERED BEAST.