Minhas Trilha Sonoras Favoritas – Parte 1

2 08 2010

Aproveitando que fui no show da orquestra OneUps, resolvi listar aqui em 3 postagens minhas trilhas sonoras favoritas.

Começando pela geração clássica dos 8 bits:

NES

Life Force do Nes pegou o que tinha melhor nos arcades Salamander e Life Force. Nunca uma trilha sonora de um jogo de nave me passou tanto a sensação de estar naquele ambiente.

Megaman 3 é aquela trilha sonora que basta escutar uma vez pra ficar martelando na sua cabeça. às vezes não dá nem vontade de apertar o START na abertura só pra musiquinha ficar tocando.

Castlevania 3 é uma aula de como se aproximar o som de 8 bits de uma verdadeira orquestra.

MASTER SYSTEM

Battle Out Run é um jogo pouco lembrado, mas todas as músicas(apenas 9 se não me engano) foram pra mim marcantes o suficiente para ser lembrado como uma grande trilha sonora.

Algumas das composições mais bem trabalhadas do Master System estão aqui. Alguém já parou pra ficar escutando a música da cachoeira?

Yuzo Koshiro trabalhou num jogo do Master System e foi justamente Sonic the Hedgehog, a melhor trilha sonora do console pra mim, cheia de influências de jazz.

GAME BOY

O primeiro chamativo do Game Boy veio com uma música nova que é lembrada até hoje por todos os jogadores, Troika(entrou até no Smash Bros.) motivo suficiente pra esta curta trilha sonora ser tão marcante.

Talvez o soundtrack seja mais marcante que o próprio jogo que é o mais simples já feito dos de plataforma de Super Mario. É um tanto atípica para a a série, mas é muito legal.

Castlevania como sempre mantém a tradição de sua trilha sonora, até mesmo quando não há cores. As versões arranjadas da trilha sonora de BElmont Revenge são ainda melhores.

ESTA ATRAÇÃO CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM…





Mais retro chegando no Wii

4 06 2010

Logo mais, um novo jogo de 8 bits estará disponível no Wii. Seria um GTA de NES?!





Rockin´Kats – The New York Yankess

1 06 2010

Vou colocar por aqui uma série de resenhas sobre alguns jogos que eu comprei durante os anos 80 e início de 90.

Título: NY Yankess / Rockin’Kats
Publicado em 1991
By Atlus
Console: Nes

Isso é um jogo de plataforma – Diversão com roteiro descompromissado. No papel de Willy the Cat, um gato músico que toca numa banda de jazz(?!?) que está sendo atormentado por uma gangue de cães gangsters(hahah!) comandado pelo chefão Mugsy.

Mesmo sendo um jogo de plataforma, Willy não tem o tradicional pulinho na cabeça. Sua arma é um revolver que parece de brinquedo mas dá um soco mortal. O revolver pode ser upgradeado na loja de itens pra atirar bombas, soltar tiros, substituir o soco por uma massa(!) e ainda há um jatinh opro salto de Willy ficar bem leeeeeeve! O revolver também pode ser usado para dar impulso ao pulo de Willy ou fazer um ataque pelas costas, batendo nas plataformas do cenário e jogando o bichano contra inimigos. Enquanto Willy estiver usando qualquer forma do revolver, excluindo a massa, é possível também se agarrar em certos pontos do cenário para girar e fazer um pulo gigante, ou ainda agarrar certos projéteis como vasos ou garrafas, bastando segurar o botão de ataque.

Willy caindo com pose baitola

Durantes todas as fases, um membro qualquer da gangue sequestra a gata gostosa Jill (furrie lovers!). Cabe a Willy selecionar o local do resgate que pode na cidade, aeroporto, parque de diversões e velho oeste. Após estes ambientes surge também a cidade de New York New York!

As fases não são muito pequenas e em cada uma a variedade ambientes é grande, por exemplo a cidade te leva as ruas, esgotos e o metrô, enquanto o parque te leva a entrada do parque, a um cemitério, montanha russa, e uma casa maluca. Sempre na metade do caminho, surge um sub chefe, ou seja são dois chefes por fase, sendo que na última além do chefe e sub chefe, há uma revanche de todos os chefes e sub chefes anteriores (EITA MAH!)!

Bem vindo a Felizlândia... ou seria a Disney?

Outro destaque das fases é que a dificuldade varia de acordo com a ordem que você segue, ou seja a águia gigante do velho oeste morre mais rápido se a fase for a primeira a ser encarada. Mas não apenas isso, novos inimigos podem surgir durante o caminho: na fase da cidade, se encarada com oterceira ou quarta fase, haverão inimigos na lata do lixo, uns carinhas que jogam bombas, e essa variação acontece em todas as quatro fases do inicio, ou seja, cada vez que você jogar é interessante mudar a ordem para poder ver tudo que as fases podem oferecer.

Opcionalmente é possível visitar as fases de bonus que são um roleta, um jogo de encestar o Willy feito uma bola de basquete e um tiro ao alvaro que é o mais fácil pra se entupir de grana!

O gráfico é muito bom pra época e pro padrão do console, mas há um ponto que vale destacar – o character desing muda de acordo co ma versão. Na japonesa são furries estilo mangá, e na americana cartoon. Tirando esse detalhe e o texto, os jogos são idênticos. Eu tinha a versão japonesa acreditem ^_^

Chefe - indígenas fazendo a dança da chuva: Ataque somente o macumbeiro em cima do tótem. Os outros dois são apenas as "armas" dele.

A magavilhosa trilha sonora segue o roteiro, ou seja é jazz do começo ao fim, claro tudo ao estilo NES.

Isto não é um jogo, é uma manifestação divina. Programado por Jesus, dirigido por Deus… Pena que a Atlus pouco investiu em jogos de plataforma.

PS – Há uma sexta fase secreta super difícil. Quando o jogo acabar espere alguns minutos na tela final com a cara do Willy e ela vai surgir.





Dr. Jekyll and Mr. Hyde – HUAHUAHUAHUA BR BR!

12 04 2010

TÍTULO: Dr. Jekyll and Mr. Hyde
RESPONSÁVEISA: Bandai, Advance Communication Company e Toho Cinefile-soft Library
PARA: NES

Como vocês sabem, muitos jogos são ruins, mas poucos são (in)dignos de serem…

A BOMBA!
LA BUEEEEEEEEEMBAAAAAAAA!
DE MÊS!!!

Bomb Jump WTF?!?!?

DOUTÔ JECA E SINHÔ ISCONDIDU!

Essa bengala não serve pra nada... saudades do tio patinhas

Se não sabem, deveriam saber que Dr. Jekyll and Mr. Hyde é um livro/filme clássico, onde um cientista (estúpido?) se usa como cobaia de sua fórmula experimental e acaba virando a primeira encarnação do incrivel Hulk. Tudo bem que seria uma idéia interessante pra um jogo de horror / ação, mas infelizmente juntaram um bando de retardados para criar o jogo. Eu vou destacar aqui o único ponto positivo: o cenário é bem acabado pra época e para o console. E só. De resto meu amigo, a tempos não via um jogo com tantos pontos negativos, esse está com certeza entre os piores jogos já produzidos para NES, quiça da história dos jogos eletrônicos. No Nes, ruim igual a esse acho que só o Cheetah Men 2. Tudo aqui é ruim, a jogabilidade, a idéia dos inimigos, do estilo do jogo, o som, os sprites e até a caixa e a tela de abertura são ridículas.

Olha o jeito que esse bichano ataca!

Até onde minha mente aguentou esse jogo, você começa com o Doutô Jeca passeando pela cidade, mas a vizinhaça é a mais bizarra possível, comparavel a vizinhaça do Paper Boy(lembram desse?). Pela cidade andam cavalheiros que soltam bombas(?), dondocas que te empurram, moleques de estilingue, gatos assassinos que andam na ponta das patas, cachorros loucos e pássaros que cagam sem parar(é sério isso, não tô querendo fazer gracinha). Sem nenhum bom motivo, todos esses seres debilóides estão loucos pra te atacar. E o que fazer? O Jeca não tem arma nenhuma, um botão pula e outro dá uma bengalada que estranhamente não serve pra nada… vocês entenderam? em CAPS por favor: “VOCÊ ESTÁ SENDO ATACADO POR PESSOAS E ANIMAIS BIZARROS E SÓ TEM UMA BENGALA QUE NÃO MATA NINGUÉM!”.

Chuva de bosta causada pelo pássaro

Agora você sabe porque chamam isso de jogo de horror, porque é tudo horrível! Quando inevitalvelmente você apanhar muito pela cidade, a segunda barra(meter) vai secando até você virar o Hide. Quando você pensa que a coisa vai ficar legal e você vai poder matar a vizinhança toda… SURPRESA, Mr. Hide é teleportado pra uma outra dimensão a noite onde a tela anda sozinha e ele só pode dar um soquinho que é muito ruim pra acertar os inimigos que são muito ágeis.

Virei o Sr Escondido, mas o jogo só piorou. E QUE RAIO DE INIMIGO É AQUELE?!?!!?

BANDO DE PUTOS! QUE MERDA!!!! O QUE ELES QUERIAM COM ISSO?!?! COMO ALGUÉM PENSA QUE ISSO SERIA DIVERTIDO?!

Não vale o cartucho que foi gravado… aliás não vale nem a ROM que foi transformado! Quem estiver com um cartucho, troco por um pacote de bolacha!

Isso lembra algum outro jogo?





Joy Mecha Fight – João, o Mecânico Lutador

4 04 2010

Título: Joy Mecha Fight
Produzido em 1993
por Nintendo
para NES

Cientistas mostram Manjar das putarias

Roteiro: Imitaram o Megaman 1. Dois cientistas chamados Ermin e Ivan trabalhavam juntos criando robôs, mas adivinha só?! Ivan traiu o amigo e roubou os robôs para espalhar terror pelo mundo. Agora o Dr. Ermin transforma seu robô Skapon, um robô feito para fazer palhaçadas, em um robô lutador. Skapon(que nomezinho maldito) terá que lutar contra 7 outro robôs, cada um com uma habilidade especial. Tá tá, o objetivo não é contar um roteiro dramático cheio de emoção e aventuras épicas…

A verdade é que eles eram amantes

Esse é um joguinho que não saiu do Japão. Foi lançado no “período de despedida” do Nes, numa época que Street Fighter 2 era o jogo mais “radical da parada”. Quem não podia migrar para os 16 bits não podia curtir Street Fighter II em casa, e a solução, melhor dizendo, o quebra-galho eram alguns poucos jogos que chegavam no estilo Street Fighter: uma versãozinha de TMNT Tournament Fighters, diversos Street Fighter piratas de qualidade duvidosa e o tal de João Meca Faiti.

Tente entender a cena

Inimigo sendo reformulado

Sobre o jogo: A Nintendo pensou o seguinte – já que o Nes não aguenta o tranco de personagens grandes num jogo de luta, vamos criar sprites grandes mas pouco detalhados, e cenários mais simples. O resultado foi que a ação do jogo ficou rápida, sem câmeras lentas nem sprites piscando, contudo… os poucos detalhes dos personagens que são formados praticamente de formas arredondadas, criam animações confusas, pois além de tudo, parte dos membros deles não tem nenhuma ligação.

A jogabilidade é estremamente simples, os dois botões do Nes devem ser usados em combinações, mas nada estilo hadouken ou shoryuken, basta apenas apertar os botões juntos, apertar rápido um botão ou segurar pra baixo e apertar o botão. Esses comandos é claro que vão variar de acordo com o personagem escolhido. No modo 1 Player, você começa jogando com Skapon e escolhe contra quem quer lutar. Ao invés dos tradicionais dois nocautes, em Joy Mecha Fight são três. A cada inimigo derrotado, (Megaman ganha a arma) o cientista vai converte-lo em herói e você poderá jogar com quem quiser. No geral não é muito dificil.

O tal de flame... solta fogo


Não sei quanto a vocês, mas acho que tanto o Master system quanto o Nes, não nasceram para os jogos de luta, não adianta o quanto os produtores de jogos se esforcem.





Castlevania – TOP 10

26 03 2010

Empolgado com o meu TOP do Mario vou agora para um TOP dos jogos imperdíveis de Castlevanias.

10 – Castlevania Dawn of Sorrow

Anteriormente no Game Boy Advanced, Aria of Sorrow trouxe uma novidade para a série que é a idéia de Megaman de copiar o ataque do inimigo, mas aplicando isso a todos os inimigos do jogo. Com uma resposta muito boa do público, fazendo o fraco Curse of Darkness (PS2) ficar no vácuo, ganhou uma seqüência tão boa, quanto a original, ou melhor dizendo, superior a original, com melhores músicas, estrutura , variedade de cenários e ainda usava alguns recursos no Nintendo DS que era a grande de novidade. A aventura aqui se passa no Japão e no futuro da série, continuando com Soma Cruz, a reincarnação do Drácula, tentando evitar de despertar seu lado maligno. Ao seu lado a quase namorada sacerdotiza  Mina; Yoko descendente das magas da família Belnades (Fernandez);  Julius Belmont, o homem do chicote da vez; e Arikado, o disfarce oriental de Alucard. Destaque para o Julius Mode onde é possível jogar com três personagens ao mesmo tempo.

09 – Castlevania Adventure Rebirth

Os 3 jogos de Game Boy 8 bits de Castlevania nunca foram os mais atraentes da série, mas isso se deve ao primeiro e ao terceiro, pois o segundo é um jogo muito legal que merece ser terminado. Aproveitando aonda de jogos retro que invadiu o Wii Ware, Koji IGArashi resolveu matar dois coelhos com uma cajadada: fazer de Castlevania Adventure 1 um jogo que mereça ser jogado, e revisitar a fórmula clássica da série, criando um desafio similar ao primeiro Castlevania. E foi isso que nasceu um jogo recente, centralizado apenas no que mais importa: vencer um altíssimo desafio num jogo de ação. Mesmo usando elementos do Adventure, a jogabilidade e estilo vem toda dos jogos de Nes, mas sem aquele pulinho travado(mas este pode ser liberado). Interessante nos efeitos sonoros são uma grande mistura, com sons de Nes, Mega e Synphony of the Night. Christopher Belmont deve invadadir Castlevania e passar por 6 áreas, divididas em vários blocos e guardadas por 9 chefes, incluindo o Drácula.

08 – Castlevania Synphony of the Night

Originalmente lançado nos dois sistemas 32 bits, SON trouxe para a série algo que até antes só Metroid tinha conseguido implacar com sucesso absoluto: um jogo sobre uma fase gigantesca de labirinto. A trilha sonora de Michiru Yamane, aqui brilha mais do que nunca, com certeza está entre as 3 melhores da série. Alguns devem perguntar porque eu não acho o Castlevania mais pop o melhor, então vou dizer porque aqui nem tudo são flores: o desafio, antes considerado uma obrigação de Castlevania, caiu muito e este é também o mais fácil dos jogos da série, e a idéia de passar o jogo inteiro de ponta cabeça, deixa tudo mal estruturado, parece mais um idéia para esticar o jogo. A trama é uma continuação direta de Rondo of Blood do PC Engine, e fala sobre a rápida volta do castelo do Drácula após a derrota do mesmo nos eventos do jogo anterior. Para completar os heróis anteriores Richter Belmont e Maria estão pelo castelo, mas Richter desapareceu. Alucard então acorda de seu sono e resolv por um fim a essa nova ameaça.

07 – Castlevania Lamment of Innocence

Medusa Head gigante vinda do Castlevania 1

Todos nós já percebemos que transformar 2d em 3d, mantendo a mesma qualidade e popularidade do 2d é uma tarefa quase impossível, apenas Super Mario e Metal Gear conseguiram tal feito. Mesmo não sendo o mais popular dos jogos da série acho que LOI é um grande jogo e o único dos 3 jogos em 3d que conseguiu ficar com a cara de Castlevania, e criou o melhor roteiro da série até hoje. Com a jogabilidade tentando seguir a linha de Devil May Cry, mas adaptadno tudo ao chicote, Lamment também é um raro jogo em 3d cheio de passagens secretas e ótimos cenários, especialmente vendo a época que foi lançado, pois nem Curse of Darkness conseguiu ter cenários tão legais. A trama dessa vez conta o primeiro episódio da série, antes dos Belmont se tornarem matadores de vampiros, houve uma batalha por motivos pessoais entre Leon Belmont e o antigo vampiro Walter. Mas as origens do atual Drácula são ainda mais surpreendentes, e isso você deve descobrir jogando.

06 – Castlevania Bloodlines

O único Castlevania que foi exclusivo para um console da SEGA, tirava a trama da era medieval pela primeira vez, se passando um pouco antes da segunda guerra mundial. Sem sinal da família Belmont, o chicote acabou parando na mão do americano Jonh Morris, que parte na caça de vampiros com seu amigo Eric Lecard, dono de uma técnica especial com uma lança gigante. O jogo não tem trouxe grandes novidades para a série, além de cada fase ter chefes e subchefes, mas há algo diferente na ambientação:  ao invés de ficar o tempo inteiro em Castlevania, Bloodlines leva o jogador a rodar vários países da Europa, que foi inteira dominada pelas forças do mal. Esse episódio também foi o primeiro a trazer para série a compositora Michiru Yamane, que substituíu a banda Kuheiha Club, mantendo a trilha no mesmo nível.

05 – Castlevania

O primeiro Castlevania é sinônimo de desafio. Mas se você olhar pra produção vai ver que significa muito mais coisas: criar uma produção com uma trilha sonora tão envolvente, cenários variados (pra época) em 1986 foi algo mais do que complicado. As 6 fases podem não ser tão longas, mas devido ao alto desafio, o jogador muitas vezes vai ser obrigado a tentar criar a melhor estrátegia para não morrer em determinados momentos. O personagem, acabou sendo o que mais foi usado em jogos da série até hoje, Simon Belmont, um dos personagens mais lendários dos video-games. Raramente a trama das produções da época eram detalhadas e Castlevania1 conta muitos detalhes sobre Simon e a situação do mundo naquele momento, mas tudo que se sabe é que os membros da família Belmont devem matar o Drácula toda vez que retorna a vida, e agora é a vez de Simon invadir Castlevania. Ao final ele recebe uma maldição que só será quebrada na sequência, Simon’s Quest, o segundo da série lançado um ano depois.

04 – Super Castlevania 4

O quarto jogo na quarta posição ;op. Assim como Adventure Rebirth, na teoria é um remake, na pratica é um jogo totalmente novo. O quarto Castlevania recria a primeira aventura de Simon Belmont, mas num jogo mais longo, com muitos mais cenários e uma trilha sonora totalmente nova e ainda mais marcante. O que mais chama atenção neste game é o trabalho com a jogabilidade, embora muitas vezes não faça muito sentido, como pular esubir as escadas no meio do pulo, nunca fora tão leve. O pulinho travado aqui se foi também, e o chicote ganhou tantas maneiras de ser usado que parece mais um extensão do braço de Simon do que uma arma. Estranhamente os jogos seguintes(Bloodlines e Rondo of Blood) ignoraram essas mudanças e seguiram mais a linhas do Nes.  A história de Simon ainda ganharia uma terceira versão para computadores(convertido depois para Play Station 1), Castlevania Chronicles, mas este é bem mais parecido com o Castlevania 1.

03 – Castlevania Order of Ecclesia

Por este TOP, vocês provavelmente já perceberam que eu prefiro a série seguindo sua linha original, mais ação e menos Metroid. Porém Ecclesia é o único Metroidvania que considero do mesmo nível do estilo tradicional da série. Ecclesia trás elementos dos jogos modernos: labirintos, cutscenes, level up e vários equipamentos, mas também vários elementos das raízes como fases 100% de ação(só seguindo em frente), itens escondidos que aparecem ao se abaixar e principalmente: é o único jogo moderno com dificuldade semelhante aos jogos do Nes. Há novidades também no estilo como um mapa mundi estilo RPG antes de invadir o castelo(a 1ª metade é toda fora dele), e excluindo o Drácula e a morte, todos os chefes são novos também. Devo destacar que o characterdesing do artista Masaki também é o melhor que já vi na série até hoje, além de seguir um traço japonês mais realista, consegue ser gótico, e sem afeminar os personagens masculinos como o traço de Ayame Kojima.

Como não amar esta garota?

A personagem é a maga Shanoa, e isso causa uso de MP para praticamente tudo.  Com a ausência dos Belmont ela está sendo treinada para acabar ocm as forças do mal dominando o poder oculto conhecido por Dominus. Mas o centro dessa história ainda está cheio de reviravoltas que só jogando para ver.

02 – Castlevania Rondo of Blood

Apesar de lançado em 1993, era pouco conhecido do grande público até antes de 2007 quando foi ganhou sua primeira versão americana no remake para PSP, e a duas semanas atrás foi portado para Nintendo Wii. Rondo of Blood segue o estilo tradicional, mas parece um ponto de encontro com a fase moderna da série. Aqui encontramos elementos de Castlevania 3:  personagens selecionáveis(mas só 2 aqui) e caminhos que se dividem e podem levar a novas fases. Mas aqui a divisão acontece escondida dentro das fases ao invés do final. Rondo também deu destaque as tradicionais sub-armas, fazendo com que cada uma tenho um super poder oculto como a chuva de água-benta ou a metralhadora de punhais. Foi o último trabalho da Kuheiha Club na série também. A trama sobre  Richter Belmontque teve sua cidade atacada pelas hordas do Drácula antes que ele pudesse lutar com o demônio. Agora diversas garotas foram sequestradas para que sirvam de sacrifício ou simplemente como escravas. Este jogo mostrou também Carmilla, a vampira como chefe de uma das fases.

01 – Castlevania 3 Dracula’s Curse


É isso, pessoal, eu ainda acho que o auge foi a trilogia do Nes. Lançado no finalzinho dos anos 80 no Japão (22/12/89), e em Setembro de 1990 nos Estados Unidos, o jogo pegou o estilo do Castlevania 1 e melhorou, colocando uma trama mais profunda, relação entre personagens, diversas fases, e opções de rumos a se tomar. Para se jogar todas as fases é preciso terminar no mínimo 4 vezes. A trilha sonora é magnífica também, a melhor do Kuheiha Club na série, que merece um álbum inteiro orquestrado.

Os 4 heróis e o castelo

A história dos 4 heróis Trevor Belmont, o herói que volta para salvar o mundo da maldição do Drácula, após ter visto sua família ser expulsa da região de Warakiya; Syfa Belnades uma poderosa feiticeira caçadora de vampiros que acaba sendo petrificada(cabe a você salvá-la ou não) e pode acabar formando um par romantico com Trevor(ou não); Grant Danasty – o pirata que teve a família morta pelo Drácula e foi transformado em Fleaman; Alucard – O filho do vampiro que se rebela contra seu pai devido uma promessa feita no leito de morte da sua mãe. O mais memorável dos títulos viria a ganhar um filme de animação (3d),  mas o projeto está engavetado. Resta aguardar, e ver se o IGA pode fazer alguma coisa.

Arte conceitual do filme com Trevor e Syfa. Será que um dia sai do papel?





Super Mario – TOP 10

19 03 2010

Aproveitando que já passaram 3 meses de New Super Mario Bros. Wii (mesmo ele ainda continuando entre os 3 jogos mais vendidos do Japão), resolvi fazer aqui meu TOP pessoal dos 10 melhores jogos de PLATAFORMA do encanador, aproveitando também para dizer para quem mora ou está passando por São Paulo, (que não é o meu caso ;- (  ) que Charles Martinet, o dublador oficial do Mario virá como convidado especial no evento Gameworld, que ocorrerá nos dias 30 e 31 desse mês no  Centro de Convenções – Frei Caneca – Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca 589. Mais informações: http://www.gameworld.com.br/

E agora…

Super Mario TOP 10

10 –  Super Mario Bros. 2

Blobber fora da água

Super Mario Bros. 2, é mais um pacote de expansão do Super Mario Bros. original. Movido a muitas drogas ou seja lá o que for que deixou Shigeru Miyamoto completamente louco enquanto planejava esta versão. O japa devia estar cheio de sake quando resolveu botar blobber fora d’água, algumas estruturas completamente inesperadas e pés-de-feijão que você quase não consegue encontrar. O que esse jogo trás de mais interessante é o desafio, que apesar do continue infinito é capaz de enlouquecer qualquer jogador. Nunca um jogo de Super Mario conseguiu sequer chegar perto do desafio desta versão.

09 –  Super Mario 64

Convenhamos que Super Mario 64 tem lá seus problemas, os controles são pesados e as vezes fica difícil calcular o pulo, e principalmente controlar o personagem quando se tem poucas oportunidades de voar. Repetir várias vezes a mesma fase pode ser cansativo também, apesar de algumas fases muito legais como aquela segunda do gelo.  Certo que parte dos problemas foram solucionados com a conversão para DS, além da melhoria gráfica, mas o grande mérito dessa versão foi ter criado um mundo 3D de plataforma que serviu como base para tantos outros que inovaram e outros que simplemente imitaram. Este também marcou a estréia de Charles Martinet como a voz de Super Mario.

08 –  Super Mario Land 2

A primeira tentativa de adaptação de Super Mario no Game Boy preto e branco, apesar de muita gente lembrar, não saiu bem como o esperado, sendo uma versão mais simples que o Super Mario Bros. original. Explorando melhor as capacidades da maquininha Mario Land sofreu uma grande repaginada, criando um jogo um tanto diferente, mas com influências de Super Mario World e Super Mario Bros. 3. O resultado foi um jogo que foge dos padrões habituais dos ambientes de Mario, e ao mesmo tempo trás lembranças dos jogos já consagrados como o pulo girando e os poderes especiais do encanador. O jogo também trouxe um novo vilão que foi aprovado pelo público e acabou virando um anti-herói, Wario veio pra acabar com o aspecto 100% bonzinho do universo de Super Mario.

07 – Super Mario USA

Super Mario USA virou Super Mario Bros. 2 nos Estado Unidos. Não é um típico jogo de Mario, na verdade nem era um jogo do Mario. Movimentos típicos como o pulo na cabeça dos inimigos para derrotá-los não estão inclusos aqui. Ao invés disso, pode-se agarrar itens e vegetais para serem usados de armas. Nenhum inimigo do jogo anterior também está presente aqui. Algumas adaptações foram feitas para se manter alguma semelhança com  a série como o tema de Super Mario 1, cogumelos de itens e a estrela. Apesar de não ser Mario o jogo tem fases divertidas e bem trabalhadas, com ambientes variados. Também colocaram a possibilidade de se escolher entre 4 personagens, inclusive a princesa provou ser também uma boa heroína. Luigi aqui ganhou sua aparência diferenciada do irmão, seguindo com esta aparência até os dias de hoje.

06 –  Super Mario Bros.

Esse dispensa apresentações, talvez seja o jogo mais importante de todos os tempos. Super Mario Bros. salvou o mercado de consoles da falência, definiu os rumos que os jogos deveriam seguir, criou regras do estilo de jogo plataforma iniciado com Pitfall, e fez o mundo ficar ligado em como o Japão iria seguir como mercado principal dos games. A busca pela princesa pelos 8 mundos do fantasioso reino dos cogumelos fez tanta gente ficar ligado que Super Mario se tornou uma máquina de dinheiro ainda mais rápido que Mickey Mouse, chegando a passar a popularidade do personagem. E o melhor de tudo, o jogo continua divertido até os dias de hoje, e olha que já se passaram 25 anos.

05 –  New Super Mario Bros. DS

New Super Mario Bros. DS teve o desafio de provar que a teoria de Shigeru Miyamoto, de que novos jogadores podem gostar de Super Mario a moda antiga tanto quanto os mais velhos. Foi criado um jogo inspirado no original, mas com mundos temáticos e novos chefes, além da presença de Bowser Jr., personagem apresentado em Super Mario Sunshine. Este está entre os mais vendidos e melhores jogos do portátil, mas mesmo conseguindo atingir seus objetivos, Shigeru Miyamoto não estava totalmente satisfeito com a produção. Segundo ele, pegaram leve no desafio para não assustar os mais novos, e depois ele reparou que isso não seria necessário. O erro foi corrigido pouco tempo depois no Nintendo Wii.

04 –  Super Mario World

Talvez o jogo mais anciosamente esperado pelos fãs de Super Mario, vindo na empolgação do sucesso de Super Mario Bros. 3.  Chamado inicialmente de Super Mario Bros. 4, além de apresentar gráficos muito coloridos, aproveitando o potencial do Super Nes, o mais novo console da época, Mario World fez Mario aprender novos movimentos como o giro que quebra blocos e principalmente trouxe Yoshi, um dos personagens mais queridos da série. O desafio era rodar o mundo destruindo os Koopalings para no fim salvar a princesa do Rei Koopa, ou “Bowser”.

03 –  New Super Mario Bros. Wii

A continuação de Super Mario Bros. mais próxima dos jogos originais foi esta. New Super Mario Bros Wii conseguiu realizar uma grande vontade de Miyamoto, a aventura com suporte a 2, 3 ou até 4 jogadores simultâneos, dentro de um jogo no estilo original do encanador. Além das roupas que dão poderes a Mario, estão de volta aqui os mundos temáticos clássicos, o Yoshi a moda antiga e os Koopalings que andavam esquecidos, salvo a participação da última dungeon de Mario e Luigi Super Star Saga. Também é legal ver que há elementos de todos os jogos como por exemplo o swich palace de Mario World e até os itens que podem ser jogados de Mario USA como o POW. Um bom destaque desta versão também é o desafio, apesar de que há muitas vidas no jogo, existem fases que podem fazer jogadores menos acostumados ao estilo clássico perderem a paciência.

02 – Super Mario Galaxy

Se existe um jogo nascido em 2d, que conseguiu manter a mesma qualidade em 3d este é o único. Super Mario Galaxy trouxe TUDO que tinha de mais importante em Super Mario Bros. 3 e adaptou ao 3d:  Gráficos que exploram bem os recursos do sistema, jogabilidade leve e fácil de controlar, fases com temas variados(até mais que o Mario 3), poderes variados, além dos ângulos mais loucos já captados num jogo de plataforma desde Nights, e a possibilidade de voar, apesar de não ser tão constante como nos jogos 2d. Galaxy tem também a melhor trilha sonora da série e outra boa vantagem desse jogo em relação aos anteriores em 3d é que as fases não cansam com o tempo, apesar de você voltar no mesmo local, novas rotas vão se abrindo, fazendo praticamente delas fases diferentes umas das outras. Pela primeira vez uma série consegue colocar em harmonia sua versão 2d e 3d, e claro que tal feito só podia ter vindo com a série que ensinou a fazer jogos de plataforma. O que falta agora? Explorar mais a possibilidade de voar em 3d, será que veremos isso na sequência ou num próximo console? O certo é que Yoshi vai retornar .

01-  Super Mario Bros. 3

20 anos depois, Super Mario Bros. 3 ainda impressiona. Foi o jogo de download mais vendido do ano passado no Wii. Porque Super Mario Bros. 3 é insuperável? Além da questão do 2d ser algo melhor de trabalhar que o 3d, a inspiração das fases, da quantidade de poderes, e o número de segredos que existem nas fases do jogo(provavelmente ainda tem algumas passagens que você não encontrou) fazem as outras versões manterem uma grande distância desta. Para um jogo de Nes, trazer a variedade de ambientes durante os 8 mundos é algo impressioante. Os Koopalings estreiaram nesta versão junto com seus terríveis airships. Se quiserem algo contra aqui vai: evite a versão de GBA, foi facilitada ficando um tanto retardada. O melhor é jogar no original pra saber porque o jogo impressiona tanto para os padrões da época, e pra quem achar muito longo pra jogar de uma vez(sem warps seu folgado), use o Virtual Console para usar o suspend play.

Observações: Se estiverem curiosos em saber porque eu não coloquei Yoshi Island e Super Mario Sunshine neste TOP, o primeiro eu não considero um jogo de Super Mario apesar da presença do mesmo, vejo como a série do Yoshi (Yoshi Story, Yoshi Island DS). Sunshine, apesar da melhora na jogabilidade em relação a Mario 64, e da voz da Peach ser linda de morrer, acho um jogo muito limitado para os padrões de Mario, e algumas vezes com idéias sem graça. Satisfeitos?